A Range Rover Evoque, modelo da Landrover, foi o carro mais blindado no primeiro semestre de 2012, de acordo com levantamento realizado pela Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin). Participaram da pesquisa 34 empresas associadas à entidade, que representam 80% da produção total de blindados no país.
Entre as empresas participantes da pesquisa está a Concept Blindagens, uma das grandes do segmento nacional e que nos seis primeiros meses do ano blindou 22 veículos desse modelo. “A Range Rover Evoque correspondeu à cerca de 10% do total de blindagens realizadas pela empresa no período. Esse é um número considerável e muito representativo, tendo em vista a diversidade de modelos que estacionam na blindadora para receber a proteção” afirma Fábio Rovedo de Mello, diretor da Concept.
No ranking de carros mais blindados divulgado no levantamento da Abrablin, a Range Rover Evoque foi seguida pelo Tiguan e pelo Jetta Sedan, ambos da Volkswagen. O Corolla, da Toyota, e o XC 60, modelo da Volvo, completam o rol.
Ao todo, foram blindados no país 4.275 veículos no primeiro semestre do ano, um aumento de 4,92% na comparação com o mesmo período de 2011. A pesquisa da Abrablin também traz o perfil do usuário de blindagem. A maioria (65%) continua sendo composta pelo sexo masculino. Desse universo, 27% estão na faixa etária que vai de 40 a 49 anos. Já com relação às mulheres usuárias da proteção balística (35%), a maior parcela, ou 25%, está na faixa de 50 a 59 anos. Do número total dos usuários, 75% são executivos/empresários; 9%, artistas/cantores; 7%, juízes; 6%, políticos; outras ocupações (3%) completam o perfil.
Conheça como é feita a blindagem automotiva
“O primeiro passo no procedimento de blindagem é a escolha do nível de proteção. Ela determina as características dos vidros, painéis balísticos e chapas de aço que serão utilizados. Esses materiais são preparados e moldados de acordo com cada tipo de veículo. A mais praticada no país é, justamente, a de nível III-A, que é o mais alto grau de proteção para utilização civil sem a necessidade de permissão especial do Exército Brasileiro, órgão que regulamenta o setor”, explica Mello, da Concept.
Para a instalação dos materiais balísticos, algumas partes do carro são desmontadas, principalmente no habitáculo. Todas as áreas internas, como colunas, maçanetas, laterais, inclusive teto, devem receber a proteção. “Empresas que executam o serviço em algumas partes do carro ou somente nos vidros estão agindo de forma irregular, já que a blindagem parcial é proibida pelo Exército Brasileiro. Esse tipo de procedimento, além de ilegal, apenas dá falsa sensação de segurança e não proporciona proteção aos ocupantes do veículo”, alerta Rovedo.
Os vidros originais são substituídos por vidros especiais. Os sistemas de acionamento dos vidros elétricos são redimensionados de acordo com cada modelo. Depois de instalado os materiais de proteção, todas as conexões de módulos e eletrônica embarcadas são novamente instaladas. O revestimento interior do veículo é recolocado de modo que o acabamento mantenha a aparência original. O processo completo é realizado, em média, em 30 dias.
“Antes de ser entregue o veículo blindado ainda passa por testes de detecção de barulho, infiltração, rodagem, dinâmica, eletrônica e suspensão, complementando o processo de blindagem. Somente então o veículo é liberado ao proprietário, com a garantia de eficácia na proteção”, afirma Mello.





