Considerado o maior evento do segmento do Sul do país e segundo maior no Brasil, a Transposul reuniu mais de 13,5 mil visitantes nos três dias de evento. O volume de vendas superou as expectativas da organização. Dentre os expositores, só em caminhões e implementos rodoviários, foram comercializados R$ 135 milhões, em 479 caminhões e 25 implementos sem reboque.
A 15ª Feira e Congresso de Transporte e Logística (Transposul) encerra hoje à noite com resultados acima do esperado. Nos três dias de evento, realizado de 3 a 5 de julho, na Fiergs, em Porto Alegre/RS, estiveram reunidos mais de 13,5 mil visitantes. O volume de vendas superou as expectativas da organização. Dentre os expositores, só em caminhões e implementos rodoviários, foram comercializados R$ 135 milhões, em 479 caminhões e 25 implementos sem reboque.
A programação do Congresso foi encerrada com o painel “Perspectivas do Brasil nos mercados globais”, com a participação de Hao Da, da Shenyang North Traffic Heavy Industry Group, um dos três maiores fabricantes globais de empilhadeiras para portos, armazéns e outros terminais na China. “O Brasil é um grande mercado, assim como a China”. O presidente executivo da União Brasileira de Avicultura e ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), Francisco Turra, destacou que o Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo e o primeiro produtor e exportador de carne bovina, café e açúcar. Apesar de crescer na exportação de commodities, perde na de produtos industrializados, segundo Diego Martau, diretor nacional de Transportes da Kuehne+Nagel.
O Brasil exporta para 150 nações. O principal mercado é o chinês (17%); o segundo, americano; o terceiro, argentino; e o quarto, europeu. Possui as condições ideais para a produção de alimentos. “Destaca-se no agronegócio em função da menor cadeia produtiva e incidência de impostos em cascata”, afirma Martau. De 1960 a 2013, a produção nacional de grãos aumentou de 17 bilhões para 200 bilhões. Apesar de ainda ser exitoso, o segmento está perdendo em competitividade. Turra exemplifica, afirmando que a exportação de um contêiner no Brasil custa $ 2 mil, enquanto em portos asiáticos custa cerca de $ 500.
Para Martau, o país cresce na exportação de commodities, mas perde na de produtos industrializados, em razão dos custos com mão de obra como salário, direito trabalhista e benefícios. Um funcionário custa até 120% dos encargos. “A luz está acesa. O Brasil não pode viver só de commodities. Crescemos apenas 0,9% em 2012, enquanto a China, 7,8%. Precisamos, urgente, de uma reforma estrutural que envolva carga fiscal, leis trabalhistas e logística”, ressaltou.
A tendência é investir em exportações para o mercado árabe. A estimativa de crescimento é de 10% para os próximos anos. “Não temos mais muito o que crescer na União Européia, onde a população e a renda estão reduzindo. Estamos buscando os mercados da Indonésia, Malásia e do continente Africano”, finalizou Turra.
SOBRE A TRANSPOSUL
A Feira e Congresso de Transporte e Logística (Transposul) são, juntos, o maior evento do Sul do País e o segundo do Brasil na área de logística. Promovido pelo SETCERGS – Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul, está em sua 15ª edição, e a expectativa é movimentar R$ 138 milhões durante os três dias de Feira, superando em 20% o volume de negócios de 2012. A Transposul reúne as novidades tecnológicas dos maiores fabricantes de caminhões, pneus, distribuidores de combustíveis e fornecedores do ramo de implementos do país, além de modernos sistemas, equipamentos e serviços voltados para a logística e multimodalidade.






