O pagamento do IPVA e do licenciamento anual é um momento em que os
proprietários costumam refletir sobre o custo-benefício dos seus veículos.
Neste período, um dilema atinge os motoristas: afinal, qual é a hora certa de
substituir um veículo?
Além de estar vinculada à capacidade econômica do proprietário – ou à
política financeira da empresa –, a decisão precisa ser tomada com base em
critérios técnicos, considerando a viabilidade e a condição de uso do
automóvel. E o que determina o melhor momento para substituir um veículo não
é a sua capacidade de sobrevivência ou sua vida útil total, mas sim o
período de
utilização que minimize os custos em longo prazo. É o chamado “ponto
econômico de substituição”.
“Você tem que considerar os custos principalmente na manutenção, que vão
sendo acumulados ao longo dos anos. Em contrapartida, também é preciso ficar
atento ao preço de venda, uma vez que o veículo vai tendo este valor reduzido
ao longo do tempo”, explica Leandro Ferraz de Oliveira, Gerente Grandes Contas
Brasil da ValeCard, empresa que oferece soluções completas em gerenciamento de
frota. “Quando essas duas linhas se cruzam, é o
momento certo da venda deste carro” (confira um exemplo abaixo).
O QUE DEVE SER CONSIDERADO
Custo de propriedade
Decresce rapidamente nos primeiros anos e moderadamente ao longo do restante da
vida útil do veículo. Com um valor significativo, estes itens devem ser
incluídos nos cálculos que determinam o momento da substituição:
• Depreciação operacional (calculada a partir do levantamento do valor de
mercado do veículo em revistas especializadas ou mesmo pelas tabelas de IPVA)
• Remuneração do capital (lucro que o proprietário particular deixa de ter
ao não aplicar os recursos em outro negócio que tem oportunidade de fazê-lo,
como por exemplo, um investimento bancário como poupança, fundos ou ações,
ao mesmo
tempo em que decide manter o veículo)
Custo de manutenção
Este valor é baixo no início, mas cresce de forma acentuada nos últimos anos
da vida útil do veículo. Também influencia bastante a avaliação e deve ser
incluído nos cálculos. Fazem parte deste tópico os seguintes itens:
• Manutenção (peças e mão de obra)
• Paralisação para manutenção
O QUE POUCO (OU NADA) INTERFERE NO CÁLCULO
Custo de operação
Varia muito pouco durante a vida útil do veículo. Por isso, não precisam ser
considerados nos cálculos os seguintes itens:
• Gastos com combustível
• Valores de manutenção e substituição de pneus e câmaras
• Lavagem/lubrificação
Outros custos
Também não sofrem variação significativa com a idade do veículo, podendo
ser dispensados dos cálculos:
• IPVA, licenciamento e seguro obrigatório
• Seguro facultativo
Chega de teoria: agora, mãos à calculadora
Em um gráfico de linhas montado a partir dos custos mencionados acima, o ponto
econômico de substituição será definido pela interseção da linha do custo
de depreciação de mercado com a do custo acumulado de manutenção. À
primeira vista, esta análise pode parecer muito complexa. Mas, a partir de um
exemplo prático, visualiza-se melhor a forma de cálculo.
Um veículo com valor de mercado de R$ 27,5 mil e um custo de manutenção de R$
250 no primeiro ano de utilização (veja os demais custos em detalhe no quadro
abaixo), teria seu ponto econômico de substituição antes do terceiro ano de
utilização. Após este período, a permanência desse veículo na frota (ou na
sua garagem) seria antieconômica.
Ano
Custo anual de
Manutenção (em R$)
Custo de manutenção
Acumulado (em R$)
Custo de depreciação (em R$)
Valor de mercado (em R$)
1
250
250
27.556,19
2
742
992
2.755,62
24.800,57
3
1.340
2.332
1.984,05
22.816,52
4
1.880
4.212
1.597,16
21.219,36
5
2.100
6.312
1.273,16
19.946,20
Total
7.609,99
Confira o ponto econômico de substituição no gráfico abaixo:
Sobre a ValeCardA ValeCard é uma instituição 100% nacional que está entre as
maiores empresas de meios de pagamento eletrônicos do Brasil, a ValeCard
oferece soluções completas e integradas para Gestão de Frotas, Benefícios e
Financeira.
Desde 1995 no mercado e atuando em todo o território nacional, a empresa está
entre as três maiores empresas de gerenciamento de frotas do país e entre as
100 empresas mais inovadoras no uso de TI. Com mais de 3 milhões de cartões
emitidos pelo Brasil, a ValeCard conta com mais de 115 mil estabelecimentos
credenciados. Para atender a demanda, possui 5 regionais e 12 filiais e mais de
1 mil funcionários entre diretos e indiretos.www.valecard.com.br









