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Ana Estela de Sousa Pinto
Bruxelas, Bélgica
Mais de três meses depois de ter o primeiro caso de coronavírus confirmado, Estocolmo, capital da Suécia, tem apenas 7,3% de seus moradores com anticorpos para o patógeno, segundo resultados parciais de um estudo que está sendo feito pela agência nacional de saúde pública, divulgados nesta quarta (20).
O país ficou conhecido por não impor um confinamento à força, embora tenha recomendado às pessoas que mantivessem distância e adotassem medidas de proteção para evitar o contágio pelo coronavírus.
Dados de mobilidade mostram que a circulação de pessoas caiu no país, o que pode explicar a taxa de pessoas com anticorpos semelhante à de países em que houve lockdown -na Espanha, por exemplo, estudo recente constatou que 5% da população tinha anticorpos.
Maior cidade da Suécia, Estocolmo tem cerca de 1 milhão de habitantes. No condado de Escânia (1,36 milhão de habitantes), a pesquisa encontrou anticorpos em 4,2% das pessoas testadas, e em 3,7% no de Vastra Gotaland (1,71 milhão de habitantes).
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Os números refletem o estado da epidemia no início de abril, já que o desenvolvimento de anticorpos detectáveis pelo teste leva algumas semanas após a infecção pelo coronavírus.
Nesta quarta, o país registrava pouco mais de 30 mil casos de Covid-19 e cerca de 3.700 mortes, com uma taxa de 36,6 mortos por 100 mil habitantes, mais que o triplo da vizinha dinamarca, que tem 9,5/100 mil.
Segundo a autoridade de saúde sueca, foram analisadas 1.104 amostras. O grupo que tem de 20 a 64 apresentou a maior prevalência, de 6,7% no país, crianças e adolescentes (de 0 a 19 anos) apresentaram 4,7% de pessoas com anticorpos, e os de 65 a 70 anos, 2,7%.
E estudo está sendo feito em nove regiões do país, com cerca de 1.200 amostras de sangue coletadas ao longo de oito semanas.
As informações são da FolhaPress
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