Dados acabam de ser revelados pela Verisure, que investigou os efeitos
da insegurança na saúde, bem-estar e qualidade de vida da população
Sensores de presença, alarmes, leitores de chave… Com o medo cada vez mais presente na rotina, em 2026, a busca por mais proteção vem se refletindo em um investimento comum entre a maioria dos brasileiros: as soluções de monitoramento e segurança eletrônica — usadas ou desejadas por 7 em cada 10 entrevistados em uma pesquisa recente, que investigou os impactos da insegurança no dia a dia em diferentes regiões.
A constatação faz parte do novo estudo da Verisure, empresa de alarmes monitorados, que, nas últimas semanas, procurou entender como a percepção de risco afeta o emocional e os hábitos cotidianos de residentes em diferentes estados. A pesquisa, realizada com 500 respondentes, explorou os receios, sua interferência no dia a dia e todas as estratégias adotadas no país para se sentir mais protegido.
Para além do uso de serviços como câmeras residenciais — item mais associado à segurança pelos ouvidos na pesquisa —, o levantamento descobriu que medos relacionados a furtos, roubos e violência também têm impulsionado novos hábitos, dentro ou fora de casa: evitar deixar objetos de valor visíveis (64.20%), alterar rotas e trajetos (56,6%) e, ainda, manter mais contato com vizinhos e familiares (49,4%).
Principais descobertas do estudo:
- Principais medos dos brasileiros são ser roubado ou furtado (70,8%), sofrer violência (55,6%) ou ter a casa invadida (62%);
- Estresse e sensação de alerta estão entre os maiores impactos da insegurança no bem-estar da população hoje (63%);
- 34,4% dos entrevistados já tiveram problemas com o sono devido a medos ligados à segurança;
- 44,8% dos respondentes investem em soluções de monitoramento e segurança eletrônica para se sentir protegidos no dia a dia.
Afinal, quais os efeitos da insegurança na saúde e bem-estar dos brasileiros?
Se, no começo de janeiro, uma pesquisa do Instituto Ipsos revelou queo crime e a violência são as maiores preocupações, hoje, no país (à frente de questões como a corrupção e saúde), o levantamento da Verisure identificou que essa insegurança não está associada a um único cenário, mas atravessa diferentes espaços do cotidiano dos brasileiros.
Quando questionados sobre seus principais receios no dia a dia, as respostas dos entrevistados não causaram surpresa: 70,8% deles apontaram ter medo constante de roubos e furtos, enquanto outros temem sofrer violência física (55,6%) ou ter a própria residência invadida (62%) — preocupação que, variando conforme o tipo de moradia, afeta mais quem vive em casa (67,6%) do que moradores de apartamento (47,8%).
Mais do que algo pontual, aliás, a pesquisa mostra que a sensação de insegurança tem impactado diretamente a saúde emocional da população.
De um lado, por exemplo, 6 em cada 10 respondentes disseram que medos relativos à segurança os tornaram mais estressados ou amplificaram a sensação constante de alerta. De forma similar, 46% reconheceram que isso costuma vir junto de certo cansaço mental, parcela similar à dos que enfrentam problemas de sono (34,4%) em decorrência de barulhos suspeitos, movimentos ou demais sinais de que sua casa está sob risco.
Trata-se de efeitos que, por mais comuns na rotina, não são percebidos da mesma forma por todos os brasileiros. Entre as mulheres ouvidas pela Verisure, quase 70% relataram conviver com a sensação constante de alerta — índice muito superior ao registrado entre os homens (54,3%) —, o que reforça como a insegurança é vivenciada de maneira mais intensa por certos grupos, ampliando seus impactos no bem-estar diário.
Além do bem-estar: entenda como a insegurança afeta a rotina da população
Para além dos impactos emocionais, ao longo do levantamento, uma parcela expressiva dos entrevistados admitiram que receios relacionados à violência os levaram a repensar algumas dinâmicas e decisões práticas no dia a dia — o que, por sua vez, tem levado a mudanças de hábito com o objetivo de cuidar da própria segurança.
No campo do lazer e da circulação urbana, as restrições aparecem de forma ainda mais evidente. Evitar sair de casa à noite, por exemplo, foi algo mencionado em 66,4% das respostas, decisão tão comum quanto deixar de retornar para casa em determinados horários por medo de algo pior (49,6%).
Dentro de casa, o medo também tem imposto alguns limites. Deixar crianças ou idosos sozinhos (35,6%) ou atender à porta em determinadas situações (33,6%) — seja pelo horário, seja pela ausência de familiares — foram algumas das situações mais compartilhadas pelos ouvidos, que também procuram não viajar ou ficar longos períodos fora (29,4%) e deixar o pet sozinho (21,2%), independentemente do tipo de residência.
Práticas e soluções para se sentir protegido
Diante da percepção crescente de insegurança, algo que a Verisure descobriu é que, em 2026, muitos brasileiros têm passado a adotar medidas práticas para reduzir riscos e incidentes no cotidiano.
Entre as iniciativas mais comuns para os entrevistados está evitar deixar objetos de valor visíveis, comportamento adotado por 64,2%. Há quem também faça o possível para alterar rotas e trajetos no dia a dia (56,6%), bem como manter contato frequente com familiares ou vizinhos para o caso de eventuais problemas (49,4%).
Quando o assunto é a tecnologia aplicada à proteção, a adesão também se mostrou expressiva: soluções de monitoramento e segurança eletrônica (como câmeras, sensores e alarmes) já fazem parte da rotina de 44,8% dos entrevistados, enquanto 3 em cada 10 respondentes demonstraram interesse em adotar esse tipo de recurso daqui para frente.
Quanto aos itens populares, os mais associados à sensação de segurança são as câmeras de vigilância, citadas por 82,8%. Fechaduras digitais ou leitores de chave aparecem na sequência (55,8%), seguidos por sensores e detectores de arrombamento (53,6%) e sirenes ou dispositivos sonoros (48,4%). O resultado, nesse sentido, não apenas acompanha a expansão do setor, mas ressalta como tecnologias que oferecem monitoramento contínuo são vistas como grandes aliadas na proteção do lar.
Metodologia
Para compreender os impactos da insegurança na saúde, bem-estar e dia a dia dos brasileiros, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 adultos (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.
Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 8 questões, que exploraram seus principais medos e receios no dia a dia, como tais preocupações afetam a rotina e estratégias para driblá-los. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere o percentual de cada alternativa apontada pelos entrevistados.









