Atriz do Globoplay brilha em curta premiado com Léa Garcia

 

A atriz capixaba Raiza Noah vive um dos momentos mais decisivos de sua carreira. Em um curto espaço de tempo, ela emplacou dois projetos de peso: a estreia em um telefilme exibido nacionalmente pelo Globoplay e a participação no premiado curta “BELA LX-404”, que vem ganhando projeção dentro e fora do Brasil.

  

 

No início de abril, a artista alcançou um novo patamar ao protagonizar um telefilme exibido em rede nacional. A produção marcou sua chegada a um público mais amplo e consolidou seu nome como uma das apostas do audiovisual brasileiro. Com uma atuação sensível e versátil, Raiza chamou atenção pela capacidade de transitar entre emoções distintas, resultado de uma trajetória construída no teatro e em produções independentes.

  

 

“Esse trabalho representou muito para mim. Foi a realização de um sonho e também o resultado de anos de preparação, estudo e amor pela atuação”, afirma.

  

 

O impacto da estreia foi imediato. Além de ampliar sua visibilidade, o projeto reforçou a importância da representatividade regional no cenário artístico nacional, evidenciando o potencial de talentos fora dos grandes centros.

  

 

Paralelamente, Raiza também integra o elenco de “BELA LX-404”, curta-metragem dirigido por Luiza Botelho e estrelado por Léa Garcia em uma de suas últimas atuações no cinema (14 destaques)" class="autobesttag" style="color:gray" rel="follow" href="https://www.magazinevoce.com.br/magazineezu/busca/cinema/">cinema. A produção mistura ficção científica, humor e crítica social ao contar a história de um homem solitário que, ao comprar uma robô idealizada, recebe uma versão inesperada: uma mulher idosa, vivida por Léa.

  

 

No filme, Raiza demonstra versatilidade ao assumir múltiplos papéis. “Eu faço a Bela jovem, que é uma das versões que o protagonista espera receber. Também interpreto a Stella, uma espécie de assistente virtual, e a atendente de telemarketing que testa completamente a paciência do personagem”, conta.

  

 

A convivência com Léa Garcia foi um dos pontos mais marcantes da experiência. “Foi uma honra imensa contracenar com a Dona Léa. Mesmo com toda a trajetória e importância que ela tem, ela estava ali, extremamente dedicada, generosa e profissional. Foi uma dessas experiências que a gente leva pra vida inteira”, diz.

  

 

Desde sua estreia no Festival do Rio, em 2024, o curta vem acumulando reconhecimento. Ao todo, já são sete prêmios internacionais, incluindo Melhor Curta de Ficção no Pan African Film Festival, um dos eventos qualificatórios para o Oscar. A produção também passou por festivais em cidades como Toulouse, Lisboa, Suécia e Guiana Francesa.

  

 

Agora, o filme disputa o Prêmio Grande Otelo e depende do engajamento do público para avançar na competição. Disponível online, a obra vem mobilizando espectadores e a equipe nas redes sociais.

  

 

“O cinema independente precisa desse apoio. Cada visualização, cada voto, fortalece não só o nosso filme, mas toda uma cadeia que acredita em contar histórias diferentes”, reforça a atriz.

  

 

Com dois projetos relevantes em circulação — um de alcance nacional e outro com reconhecimento internacional —, Raiza Noah consolida uma fase de expansão na carreira. Mais do que visibilidade, os trabalhos representam a força de uma nova geração de artistas que vêm rompendo barreiras geográficas e conquistando espaço no audiovisual brasileiro.

  

 

“Estar em projetos com essa repercussão é muito simbólico. É sobre ocupar espaços e mostrar a força das nossas histórias”, conclui.

  

 


 

Ficha técnica – “BELA LX-404”

 

Produção: Vuyazi Filmes

Distribuição: Colateral Filmes

Produção executiva: Luiza Botelho e Fernanda Loubach

Direção e roteiro: Luiza Botelho

Elenco: Léa Garcia, Thiago Justino, Henrique Bulhões, Raiza Noah, Ian Braga, Matheus Martins, Celena Ferreira, André Celant e Fernanda Loubach

Direção de fotografia: Bacco Andrade

Direção de arte: Vini Mesquita e Gabriel Paredes

Trilha sonora original: Mbé e Leyblack

Montagem: Felipe Bibian

Desenho de som: Guilherme Farkas e Ernesto Sena