Com uma média de 1.500 visitantes por semana, a exposição “Primeiro de Março 66 – Arquitetura de Memórias” entra em sua reta final. Os cariocas e turistas têm até segunda-feira, 7 de abril, para mergulhar na trajetória do icônico edifício que abriga o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ), no coração do centro histórico da cidade.
Sob a curadoria do antropólogo e fotógrafo Milton Guran, a mostra integra as comemorações pelos 35 anos do CCBB RJ, completados em outubro de 2024, celebrando a relevância arquitetônica e histórica do prédio. Mais do que um espaço cultural, o edifício reflete as transformações urbanas e sociais do Rio de Janeiro, consolidando-se como um símbolo da interseção entre arte, economia e conhecimento.
“Já estamos sentindo falta dessa exposição, que despertou uma conexão afetiva muito intensa com nosso público. Nos últimos meses, temos trabalhado na restauração do prédio, desde a fachada até as áreas internas, preservando valores históricos e culturais importantes com a renovação de quase mil metros de piso de mármores raros, grandes esquadrias de madeira de lei, e mais de 200 peças de iluminação decorativa, como pendentes, arandelas e plafons de vários tamanhos e estilos – e essa exposição destaca a importância de preservar um edifício que é um patrimônio histórico e cultural valioso para nossa cidade,” comenta Sabrina Kawakami, Gerente de Patrimônio e Administração do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro.
A exposição convida o público a um percurso imersivo, revelando detalhes da arquitetura e da história do prédio que já foi uma agência bancária e hoje se destaca como um dos mais importantes centros culturais do Brasil. A iniciativa conta com o patrocínio do Banco do Brasil.
Uma nova perspectiva sobre um marco cultural
“Primeiro de Março 66 – Arquitetura de Memórias” proporciona uma oportunidade única de explorar as várias camadas de história e significado que compõem o edifício. Frequentemente, visitantes do CCBB não conseguem apreciar todos os detalhes arquitetônicos do prédio, mas esta exposição coloca cada um desses elementos em destaque, oferecendo uma nova maneira de vivenciar este ícone cultural. Após essa experiência, visitar o CCBB será uma experiência completamente diferente.
Do banco ao centro cultural
A transformação de uma agência bancária em um centro de arte e cultura pode parecer simples, mas é um processo que envolve uma delicada integração entre o mundo econômico e a dimensão mágica e transcendental da arte. Onde antes funcionavam guichês, cofres e escritórios, hoje encontramos salas de exposição, teatros, cinemas, além de loja, cafeteria e restaurante. O que era uma praça de comércio, planejada no século XIX para ser um centro de negócios, se tornou uma moderna ágora de convivência cultural.
Transformações e preservação
Desde sua inauguração como centro cultural em 1989, o CCBBRJ passou por várias adaptações. Hoje, o edifício abriga três teatros, dois cinemas, dois auditórios, duas galerias de exposição, biblioteca, arquivo histórico e o Museu Banco do Brasil, totalizando 19.243 metros quadrados dedicados à arte e ao conhecimento. Além disso, foram feitas melhorias arquitetônicas significativas, como a substituição da cúpula de concreto por uma estrutura moderna de metal e vidro, e a restauração das portas originais, respeitando a essência do prédio histórico.
Apesar das diversas mudanças ao longo de seus 118 anos de existência, o edifício preserva elementos que remetem a suas diferentes fases, como as colunas jônicas, luminárias com a cabeça de Hermes na rotunda, e os pilares com o caduceu, símbolos que remetem à época da antiga Praça do Comércio. Na fachada, as grades com as iniciais do Banco do Brasil e os luxuosos elevadores italianos refletem o passado grandioso do prédio.
Fotografia e memória
A transformação do edifício também é retratada através de três ensaios fotográficos. AF Rodrigues, da agência Imagens do Povo, captura o prédio em seu contexto urbano; Thais Alvarenga, fotógrafa e arte-educadora, documenta as interações sociais dentro do CCBB; e Bruno Bou Haya, especializado em memória, foca no funcionamento atual do Centro Cultural.
Além dessas séries fotográficas, a mostra apresenta uma intervenção de Thiago Barros sobre uma imagem histórica do prédio, além de um ensaio exclusivo da artista visual Moara Tupinambá, que utiliza imagens do Arquivo Histórico do Banco do Brasil para criar uma narrativa única. Algumas dessas fotografias originais do arquivo histórico estão expostas em vitrines, enquanto outras foram ampliadas para adornar as paredes da exposição.
A exposição conta, ainda, com uma trilha musical exclusiva, de autoria do compositor, pianista e crítico Marcos Souza, filho do músico Chico Mário. A linda composição encanta os ouvidos do público nas salas de projeções da exposição e no vídeo que recebe o público no térreo do CCBB.
Interatividade e legado
Os visitantes têm a chance de interagir com o acervo por meio de um sistema de visualização de imagens e um programa touchscreen, que oferece acesso à vasta programação cultural do CCBB ao longo dos últimos 35 anos.
“Primeiro de Março 66 – Arquitetura de Memórias” não é apenas uma celebração da arquitetura, mas também uma experiência imersiva que conecta o passado, o presente e o impacto cultural do CCBB na sociedade brasileira, enriquecendo a compreensão do público sobre a relevância histórica e contemporânea deste marco no Rio de Janeiro.
Desde a sua criação até o ano de 2023, o CCBB RJ apresentou 2.599 eventos culturais de diversas natureza e recebeu 61.884.274 visitantes, sendo o primeiro espaço cultural do Brasil a entrar para a lista dos maiores do mundo – em 2011, com 2.288.117 visitantes no ano. Mais do que o seu tamanho, foi o propósito que motivou a criação do CCBB o principal responsável pelo sucesso absoluto da proposta.
Como sublinha o curador da exposição, “O centro cultural nasceu com a missão de apresentar a cultura erudita, representada pelos grandes expoentes nacionais e internacionais no campo da cultura e da arte, ao grande público e, ao mesmo tempo, disponibilizar e aproximar de todos a cultura popular. A excelência da curadoria e da produção de todos os eventos, o acolhimento ao visitante e o clima de confraternização que marcam o CCBB fizeram dele uma referência, transformando a forma de se consumir cultura no país”.
Atualmente, o CCBB está presente, além do Rio de Janeiro, em Brasília, São Paulo, Belo Horizonte e em Salvador.
SOBRE O CCBB RJ
Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema (14 destaques)" class="autobesttag" style="color:gray" rel="follow" href="https://verde-amarelo.net/verdeamarelo/brasil/#gsc.tab=0&gsc.q=cinema/">cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.
Serviço:
Exposição “Primeiro de Março 66 – Arquitetura de Memórias”
Até 07 de abril de 2025
Classificação indicativa: Livre – Entrada gratuita.
Retire seu ingresso em bb.com.br/cultura ou na bilheteria física do CCBB RJ.
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ)
Rua Primeiro de Março, 66 – 4º andar
Centro – Rio de Janeiro / RJ
Contato: (21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br
Mais informações em bb.com.br/cultura
Siga o CCBB RJ nas redes sociais:
x.com/ccbb_rj/ | facebook.com/ccbb.rj | instagram.com/ccbbrj | tiktok.com/@ccbbcultura
A Dois Comunicação: www.adoiscom.com – (21) 3593-4245
Anna Accioly (21) 98616-6688 – anna.accioly@adoiscom.com





