Inaugurada arte urbana na estação ferroviária da Maria-Fumaça na Mooca

Obra do artista italiano Edoardo
Ettorre, integra as comemorações dos 30 anos do Arsenal da Esperança, maior
centro de acolhida de São Paulo

 

Intervenção poderá
ser vista diariamente por 400 mil passageiros da Linha 10 Turquesa da CPTM e pelos
moradores da Zona Leste

 

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Arte urbana
‘Acolhida’ à beira dos trilhos da CPTM (Crédito José Luiz Altieri)

 

São Paulo, abril de 2026 – Mais do que uma intervenção artística, a arte urbana Acolhida
é uma mensagem de solidariedade. Inaugurada na última terça-feira, 21, na
plataforma da estação ferroviária da Maria-Fumaça, na Mooca, a arte de 26m de
largura X 8m de altura é assinada pelo artista italiano Edoardo Ettorre e
integra as comemorações dos 30 anos do Arsenal
da Esperança
.

  

“‘Acolhida’ é um convite para que milhares de pessoas conheçam o Arsenal
da Esperança e se somem a esse trabalho de apoio a pessoas em situação de
vulnerabilidade”, afirmou o padre italiano Simone Bernardi, diretor da
instituição, durante a cerimônia de inauguração.

  

Instalada em um muro localizado na plataforma da estação ferroviária, atrás
do Arsenal, a obra pode ser vista a partir do Museu da Imigração e deve
impactar cerca de 400 mil passageiros por dia que utilizam a Linha 10–Turquesa
da CPTM, no trecho entre as estações Brás e Juventus–Mooca (segundo dados do
Estadão Mobilidade, 2025), além de moradores da região. A obra pode ser
apreciada em um plano melhor pela rua Palmorino Mônaco, altura do número 834.

  

Durante a cerimônia, Ettorre destacou a experiência de imersão no
cotidiano da instituição: “Foi uma vivência inesquecível acompanhar o dia a dia
do Arsenal da Esperança. Sou muito grato aos acolhidos que participaram como
voluntários e contribuíram para a realização deste trabalho. Espero que todos
se conectem com a obra, feita com muito envolvimento.” O artista produziu a
pintura em sete dias, com a ajuda de seis acolhidos e ficou hospedado nesse
período na instituição.

  

A curadora Giulia Lavinia Lupo, da She Wolf by Giulia, define ‘Acolhida’
como um gesto simbólico de empatia e responsabilidade coletiva. “Esperamos que
todos que a vejam sintam-se convidados a estender a mão a quem precisa. Esse
projeto nasceu de uma conversa iniciada em 2023 com padre Simone, amadureceu em
2025 e só se tornou possível graças a uma união de esforços”, afirma. “Tudo o
que fizermos pelo Arsenal ainda será pouco diante da grandeza do trabalho
realizado aqui.”

Reconhecido como o maior centro de acolhida da cidade de São Paulo, o
Arsenal da Esperança atende diariamente cerca de 1.200 homens em situação de
vulnerabilidade social. A instituição desenvolve ações educativas, culturais e
de capacitação profissional voltadas à geração de renda e à reconstrução de
trajetórias, promovendo dignidade e novas oportunidades de vida. Ao longo de
sua história, já acolheu cerca de 80 mil homens e recebeu diversos
reconhecimentos, entre eles a Salva de Prata, maior honraria da Câmara
Municipal de São Paulo (concedida 4.12.2024).

  

“Este ano celebramos os inúmeros gestos de acolhimento e as
oportunidades geradas ao longo de três décadas, que impactaram diretamente
milhares de vidas”, ressalta o padre Simone Bernardi. “Quem conhece o Arsenal
costuma se surpreender com sua dimensão e com tudo o que é oferecido aqui.”

Para Lillo Guarneri, diretor do Instituto Italiano de Cultura de São
Paulo, parceiro na realização da obra, a intervenção amplia a visibilidade da
instituição: “Essa obra contribui para que o Arsenal da Esperança seja ainda
mais conhecido. Há também uma forte carga simbólica no local, já que o mural
está no mesmo muro por onde muitos imigrantes chegavam à cidade de trem.”

Estiveram presentes na cerimônia também a vice-cônsul da Itália em São
Paulo Marianna Haddad; a diretora do Museu da Imigração Alessandra Almeida; o
deputado da República Italiana Paulo Fiorilo e o deputado estadual Paulo
Fiorilo.

  

O descerramento da placa comemorativa do mural aconteceu no Salão Vida
Fraterna e depois convidados e o público que se inscreveu para a cerimônia,
foram conduzidos até a plataforma para conhecer o mural gigante e fazer fotos,
inclusive com o artista Ettorre com sua obra. O evento foi encerrado com alguns
convidados que puderam andar de Maria-Fumaça e conhecer a Estação Ferroviária
que fez parte da história da imigração.

  

Arte ‘Acolhida’

Arte urbana “Acolhida” – Artista Edoardo
Ettorre – Website / Instagram

Curadoria Giulia Lavinia
Lupo – InstagramGiulia
/ InstagramSheWolf / Website
/ Linkedin

Realização:

Arsenal
da Esperança (Rua Dr. Almeida Lima,
900, Mooca) – Facebook / Instagram / YouTube

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Italiano de Cultura de São Paulo Facebook  | Instagram | YouTube