Dia do Trabalhador: 50% dos brasileiros deixam de ir ao médico por causa do trabalho

 

Demandas profissionais superam o custo das consultas e a burocracia do atendimento;

quais outros motivos impedem os pacientes de cuidarem da saúde com regularidade?

Entre reuniões, prazos e demandas cada vez mais intensas, encontrar tempo para cuidar da própria saúde ainda é um desafio para muitos brasileiros — o que torna o trabalho, hoje, o principal obstáculo para a ida ao médico de forma regular.

  

 

Durante um levantamento do Olá Doutor, plataforma de consultas via chat, cerca de 50% dos pacientes apontaram a rotina profissional como o maior impeditivo para manter as consultas e exames em dia no último ano. Entre os fatores citados, que prejudicariam a constância dos checkups, estão os horários inflexíveis do expediente e a dificuldade de liberação por parte das lideranças.

  

 

Em um cenário marcado por jornadas extensas e pouca flexibilidade, o impacto da rotina de trabalho ajuda a explicar por que 2 em cada 5 entrevistados afirmaram ter ido menos ao médico do que deveriam no último ano, recorrendo à IA e ao Google — um dos motivos pelos quais, no começo de maio, a marca estará presente na linha 11-Coral da CPTM, em São Paulo, com uma ação sobre a importância de se cuidar mesmo em meio às ocupações.

  

 

Por que 2 em cada 5 pacientes foram menos ao médico no último ano? 

Ir ao médico com regularidade ainda é uma das principais recomendações quando o assunto é a prevenção e o cuidado com a saúde. Na prática, porém, o levantamento do Olá Doutor com centenas de entrevistados descobriu que essa rotina está longe de fazer parte do dia a dia de todos os brasileiros — já que, para uma parcela da população, as consultas acabam ficando em segundo plano diante de outras demandas da vida cotidiana.

  

 

Quando questionados sobre a regularidade com que procuram profissionais de saúde, 55,4% dos entrevistados afirmaram que, no último ano, foram ao médico com frequência e realizaram os cuidados necessários. Ainda assim, por outro lado, 4 em cada 10 relataram ter buscado menos atendimento que o ideal, devido a obstáculos rotineiros diversos.

 

Entre os fatores que ajudam a explicar esse comportamento, o trabalho apareceu como o principal entrave. Para metade dos respondentes, a rotina profissional, marcada por horários inflexíveis, excesso de demandas e dificuldade de liberação, foi o maior impeditivo para a realização de consultas e exames ao longo dos últimos 12 meses.

  

O cenário, embora preocupante, não chega a surpreender: hoje, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, cerca de 30 milhões de brasileiros cumprem jornadas de 40 horas semanais distribuídas em cinco dias de trabalho. Já 20 milhões trabalham seis dias por semana, com cargas de 44 horas ou mais e pouca flexibilidade no expediente, o que dificulta o acesso a consultas médicas.

  

 

“Sabemos que o trabalho e as ocupações não param, mas o cuidado com nossa saúde também não deveria esperar”, defende Anderson Zilli, CEO da Olá Doutor, que realizará uma ação de conscientização em São Paulo no próximo mês. No começo de maio, quem passar pela linha 11-Coral da CPTM será impactado por uma campanha presencial da marca, que pretende destacar a praticidade das consultas online, mostrando na prática como o atendimento médico pode ser rápido, acessível e sem fila — até mesmo durante o deslocamento para o escritório.

  

 

Comportamentos médicos também afastam brasileiros dos consultórios 

Embora boa parte dos impedimentos para ir ao médico esteja relacionada a fatores externos à consulta, como falta de tempo ou questões financeiras, o estudo mostra que a própria experiência dentro do consultório também tem um papel relevante nessa decisão. Isso porque, segundo os pacientes, alguns comportamentos recorrentes no atendimento acabam contribuindo para o afastamento ao longo do tempo.

  

 

Entre os principais pontos, a falta de empatia e escuta ativa lideram, mencionadas por 5 em cada 10 entrevistados. Na sequência, aparecem a pressa durante a consulta (42,8%) e os atrasos excessivos (37,4%), ao lado de fatores como orientações pouco claras (36,4%) e a sensação de que os sintomas foram minimizados pelos profissionais (30%).

  

Diante desse cenário, muitos pacientes revelaram ter acabado buscando alternativas fora do consultório nos últimos doze meses. De acordo com o levantamento, 53,2% relataram que recorreram à internet para tirar dúvidas de saúde durante o período, enquanto 45,8% usaram ferramentas de IA para mais informações sobre o próprio corpo e organismo.

  

 

Durante o FUTR Health, evento realizado no último mês pelo Olá Doutor, o médico Jairo Bauer chamou atenção para a importância não só da parte técnica, mas da qualidade da escuta no atendimento. “A consulta médica, independentemente de acontecer no digital ou no presencial, é um momento em que o paciente precisa ser ouvido com atenção. É ali que o profissional deve ir além dos dados e indicadores, buscando compreender de forma mais ampla aquilo que o paciente está trazendo”, destacou.

  

Metodologia 

Para analisar a frequência com que os brasileiros vão ao médico, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 adultos (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.

  

 

Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 8 questões, que abordaram a regularidade com que foram atendidos e realizaram exames no último ano, os principais obstáculos ao procurar um profissional de saúde e o impacto de certas posturas médicas na qualidade do atendimento. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere cada alternativa apontada pelos entrevistados.