Menopausa e rotina ativa: 5 cuidados para preservar a qualidade de vida nessa fase

 

Sintomas como névoa mental, alterações de humor e distúrbios do sono impactam o dia a dia de mulheres em plena fase produtiva e exigem atenção integral à saúde

A menopausa tem feito parte da rotina de um número crescente de mulheres que seguem ativas profissional e socialmente. Créditos: Freepik.

  

A menopausa tem feito parte da rotina de um número crescente de mulheres que seguem ativas profissional e socialmente. No Brasil, cerca de 17 milhões de mulheres estão no climatério, fase de transição do período reprodutivo para o não reprodutivo que ocorre, em geral, entre os 40 e 65 anos, enquanto aproximadamente 9,2 milhões já se encontram na menopausa, que costuma se iniciar por volta dos 50 anos e se estender até os 65 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

  

Embora seja uma fase natural do ciclo de vida, a menopausa pode trazer repercussões significativas para o bem-estar, a produtividade e os relacionamentos. Alterações de humor, dificuldade de concentração, lapsos de memória conhecidos como névoa mental, distúrbios do sono e ondas de calor estão entre os sintomas mais frequentes. Muitas vezes, esses sinais são minimizados ou atribuídos a fatores do cotidiano, o que pode atrasar o reconhecimento adequado e impactar a qualidade de vida.

  

O climatério é a fase de transição biológica que antecede e sucede a menopausa, marcada por oscilações hormonais, principalmente na produção de estrogênio. Já a menopausa é definida clinicamente após 12 meses consecutivos sem menstruação. Essas mudanças hormonais estão associadas a uma série de sintomas físicos e emocionais, que variam de intensidade entre as mulheres.

  

De acordo com a ginecologista da MedSênior em Brasília, Dra. Isabela Laender, compreender esse processo é fundamental para lidar melhor com a fase. “A menopausa não deve ser vista como uma interrupção da vida ativa, mas como uma transição que exige atenção à saúde. Com acompanhamento adequado e algumas adaptações na rotina, é possível manter qualidade de vida e bem-estar”, explica.

  

A especialista ressalta que o cuidado deve ser individualizado e contínuo, considerando aspectos físicos, emocionais e sociais. Confira cinco estratégias que podem ajudar nesse processo:

  • Manter acompanhamento médico e avaliar opções de tratamento

O acompanhamento médico regular permite monitorar sintomas, avaliar a necessidade de terapias específicas e prevenir riscos associados, como doenças cardiovasculares e osteoporose.

  
  • Praticar atividade física e cuidar da alimentação

Exercícios regulares ajudam a reduzir sintomas como ansiedade e insônia, além de contribuírem para a saúde óssea e metabólica. Uma alimentação equilibrada reforça esses benefícios e auxilia no controle do peso.

  
  • Priorizar o sono e o equilíbrio emocional

Criar uma rotina de sono adequada e buscar estratégias para lidar com estresse e alterações de humor são medidas importantes para o bem-estar diário.

  
  • Estimular a mente e manter a vida social ativa

Atividades que desafiem o cérebro, aliadas à convivência social, ajudam a minimizar a percepção da névoa mental e contribuem para a saúde cognitiva.

  
  • Fortalecer o diálogo com o parceiro e a rede de apoio

O suporte emocional é um fator relevante nesse período. A compreensão e o acolhimento no ambiente familiar contribuem para reduzir impactos emocionais e melhorar a qualidade de vida.

  

O papel dos familiares próximos, inclusive, pode ser decisivo para tornar essa fase mais leve. O entendimento sobre as mudanças e a disposição para o diálogo fortalecem os vínculos e ajudam a mulher a se sentir apoiada.

  

Com informação, acompanhamento e hábitos saudáveis, a menopausa pode ser vivida de forma mais equilibrada. O cuidado integral com a saúde é o principal caminho para garantir autonomia, bem-estar e qualidade de vida ao longo dessa fase.

  

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