“Meu Encarte – Letras de música que vivem no papel e
na memória”, de Alexandre Gonçalves será apresentado na quinta-feira, dia 5 de
novembro na Fundação Cultural Badesc
O primeiro livro de ficção do jornalista Alexandre
Gonçalves, “Meu Encarte – Letras de música que vivem no papel e na memória”,
será lançado na quinta-feira, dia 5 de novembro, na Fundação Cultural Badesc,
em Florianópolis. O evento com noite de autógrafos começa às 19h e a entrada é
gratuita.
Com 118 páginas e publicada em parceria com a Papel
Bonito, a obra reúne a produção autoral iniciada pelo escritor ainda na
adolescência. Compositor nas horas vagas, Alexandre, que é natural de
Florianópolis, escreve letras de música desde os anos 1980 e ao longo desse
período, acumulou composições inspiradas pelo cotidiano, pelas relações
humanas, pelo mar, pela memória, por Florianópolis, pelo amor, pelas perdas e
pelos recomeços. “A música nunca foi encarada como projeto de carreira
profissional, mas como outra maneira de contar histórias e compreender o
mundo”, destaca o jornalista.
Alexandre explica que o título do livro recupera uma
experiência que marcou a formação musical dele, o fascínio pelos encartes que
acompanhavam os discos de vinil. “Nos anos 1980, quando frequentava lojas de
discos de Florianópolis como Brunetti e Discolândia, não queria apenas ouvir os
LPs, gostava de acompanhar as letras, observar fotografias, descobrir os nomes
dos músicos, ler agradecimentos e créditos e procurar as pequenas pistas
deixadas pelos artistas”, compartilha.
Em “Meu Encarte – Letras de música que vivem no papel e
na memória”, estão reunidas 75 letras escritas ao longo de quase 40 anos. Apresentadas
em conjunto, elas formam, segundo Alexandre, uma espécie de “autobiografia
involuntária”, que atravessa diferentes fases, sentimentos e experiências da
trajetória do jornalista. “Depois de passar boa parte da vida lendo os encartes
dos outros, chegou a hora de fazer o meu, o Meu Encarte”, brinca o jornalista
que é coautor do livro-histórico-reportagem “Aventura Arqueológica na Ilha de
Santa Catarina”, publicado pela Lagoa Editora, em 2003.
O jornalista ressalta que as composições não nasceram com
a intenção de construir uma carreira musical. “Nunca pagaram contas. Mas me ajudaram
a pagar outros ‘boletos’: os da solidão, das perdas, das inquietações, das
revoltas silenciosas e das perguntas sem resposta. Por isso que as defino com
‘música de subsistência’”, escreve.
Ao fazer o lançamento na Fundação, o manezinho da Ilha,
de 53 anos, fala da alegria de lançar a publicação em um prédio referência no
conjunto arquitetônico histórico de Florianópolis e que recebeu em 2013, o
lançamento do livro “Minha Fama de Mau”, de Erasmo Carlos.
“É uma honra lançar o livro na Fundação e há também um
outro fator afetivo que muito me alegra, há alguns anos, estive no lançamento
do livro do cantor Erasmo Carlos, um dos meus grandes ídolos, citado inclusive
na lista de agradecimentos que fecha Meu Encarte. Guardo o livro autografado e
fotos daquela noite com muita alegria e saudade”, completa o jornalista.
A Fundação Cultural Badesc fica na Rua Visconde de Ouro
Preto, 216, no Centro de Florianópolis.
Sobre o autor
Natural de Florianópolis, Alexandre Gonçalves, 53 anos, é
jornalista e consultor especializado em criação e gestão de conteúdo,
desenvolvimento de produtos digitais e aplicação de ferramentas de Inteligência
Artificial Generativa na comunicação e no jornalismo.
Com mais de 30 anos de atuação profissional, além de
gerenciar projetos e equipes e editar revistas, sites e portais, assinou
reportagens, artigos, colunas, críticas e resenhas sobre temas ligados à
música.
Além disso, entre 2009 e 2012, criou e manteve o Rock SC,
videoteca online dedicada aos videoclipes de bandas catarinenses de rock.
Pioneiro no estado, o projeto foi baseado em conceitos de curadoria digital e
contribuiu para divulgar centenas de artistas do estado nas redes sociais.






