Disponível no link http://corporate.ford.com/our-company/sustainability (em inglês). Além de iniciativas recentes, como a redução no consumo de energia para a produção de seus veículos e metas futuras, a publicação digital traz comentários de grandes especialistas mundiais independentes, como o Dr. Rajendra Pachauri, vencedor do Prêmio Nobel da Paz.
“A sociedade humana tem de encarar o assunto da mudança climática de maneira séria, pelas suas enormes implicações para o ambiente, a sociedade e a economia global. Mas sinto-me razoavelmente otimista de que a sociedade terá o desejo de agir. Se temos o poder do conhecimento e compreendemos o que está em jogo, então encontraremos as soluções”, diz Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas e diretor geral do The Energy and Resources Institute, co-vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2007.
Jamie Bartran, do Water Institute, Bennet Freeman, da Calvert Investments, e Christine Bader, do The Kenan Institute for Ethics, são outros especialistas consultados no relatório.
“A sustentabilidade saiu da periferia para o centro da nossa estratégia de negócios, ajudando-nos a enfrentar os desafios de um mundo que muda rapidamente”, diz Robert Brown, vice-presidente de Engenharia de Segurança, Meio Ambiente e Sustentabilidade da Ford.
O relatório destaca iniciativas regionais na América do Norte, América do Sul, Ásia e Europa. Como fatos marcantes de 2011, o documento cita o anúncio do investimento de R$800 milhões para produção de um novo veículo global na fábrica de São Bernardo, SP, e de R$500 milhões para expansão da fábrica de motores e transmissões em Taubaté, SP, com os mais altos padrões de sustentabilidade.
Entre os principais prêmios conquistados na América do Sul, estão o de 100 empresas mais inovadoras em tecnologia da informação, da InformationWeek Brazil, e de excelência em atendimento ao cliente, da ABEMD. A galeria inclui ainda os prêmios de marca automobilística número 1 da Argentina, do jornal Clarin, e marca automotiva mais confiável, da Ipsis Media, entre outros.
Menos energia, água e resíduos
O Relatório de Sustentabilidade da Ford mostra uma redução de 22% no consumo de energia a cada veículo produzido em suas fábricas, nos últimos seis anos. O plano da empresa é, até 2016, diminuir em mais 25% esse consumo.
A quantidade de energia elétrica usada pela Ford para produzir cada veículo caiu cerca de 800 kWh – de 3.576 kWh em 2006 para 2.778 kWh em 2011. Esse avanço foi conseguido com investimentos em práticas e equipamentos mais eficientes.
O esforço continua, com a meta de reduzir em mais 25% o consumo de energia entre 2011 a 2016, considerando a previsão do Departamento de Energia dos Estados Unidos que a demanda global de energia vai crescer 53% entre 2008 e 2035.
Mudança positiva
Este é apenas um dos destaques do relatório anual, que aponta reduções também no consumo de água, na quantidade de lixo destinado a aterros e na emissão de CO2, além de avanços na economia de combustível e na segurança dos veículos.
“Nosso relatório está longe de ser um punhado de quadros e tabelas”, diz John Viera, diretor global de Sustentabilidade e Assuntos Ambientais de Veículos. “Qualquer um que dedicar algum tempo a ele vai perceber que a Ford está realmente comprometida em apoiar uma mudança positiva e reduzir o impacto ambiental de seus produtos e instalações.”
Resultados
A Ford também obteve outros resultados importantes na área ambiental:
Reduziu em 11,3% o descarte de resíduos em aterros de 2010 a 2011 e planeja avançar mais 10% este ano;
Reduziu em 8% a emissão de CO2 por veículo produzido em suas operações globais em 2011, comparada a 2010;
Transformou 163 toneladas de resíduos sólidos de pintura em energia suficiente para abastecer 20 residências por um ano – um exemplo dos vários caminhos buscados para converter desperdício em energia;
Reduziu o uso de água para 4,7 metros cúbicos por veículo em 2011, dentro da meta de reduzir em 30% o seu consumo de 2009 a 2015.
Veículos sustentáveis
Os veículos continuam a ser o foco principal dos esforços da Ford na área ambiental. O tecido dos bancos da maioria dos carros novos da marca, por exemplo, agora é feito com pelo menos 25% de material reciclado.
Outros destaques são o uso de nylon reciclado na confecção de caixas de filtro de ar, ventiladores e válvulas de temperatura e de carpete reciclado na cobertura de motores.
Sustentabilidade social
Considerando os efeitos que a Ford tem sobre um amplo leque de parceiros – empregados, distribuidores, investidores e comunidades -, o relatório detalha alguns meios usados pela empresa para interagir com eles. Um exemplo é a revisão do “Código de Direitos Humanos, Condições Básicas de Trabalho e Responsabilidade Corporativa” da empresa, que se aplica não só à própria Ford como à sua cadeia de fornecedores, que movimenta US$75 bilhões.
O código trata de assuntos como horas e condições de trabalho, discriminação e aspectos de saúde, segurança e meio ambiente. Cerca de 400 fornecedores ao redor do mundo foram treinados em 2011 em programas conjuntos com a Ford.
“Mostrar nosso progresso em direitos humanos e compartilhar nossos projetos no relatório é a fonte primária da nossa comunicação sobre assuntos de sustentabilidade social”, diz David Berdish, gerente de Sustentabilidade Social da Ford. “Os investidores estão cada vez mais atentos a esses aspectos e nossos parceiros devem se manter atualizados sobre todos esses desenvolvimentos.”
América do Sul
A Ford é a terceira maior marca automotiva da América do Sul, onde vendeu 506.000 veículos em 2011 e conta com 16.000 empregados. Segundo o relatório da empresa, o mercado automotivo brasileiro mais que dobrou desde 2002, impulsionado por aspectos econômicos e demográficos – como o crescimento da renda per capita, frota pequena de carros em relação ao número de habitantes e porcentual de população jovem.




