Um projeto grandioso que data marcada para começar – começo de 2013. Passada a primeira fase, o Museu Brasileiro do Transporte deverá exigir mais 18 meses de trabalho intenso até sua conclusão, prevista para o final de 2014. Para implantação da próxima fase, a ser cumprida até julho de 2013, o orçamento prevê recursos da grandeza de R$ 17 milhões. Para conclusão integral do projeto, o investimento estimado é de R$ 90 milhões, com captação a ser feita junto ao BNDES e com o apoio da iniciativa privada.
Assim como as artes, a música e a literatura, também um museu tem o papel de expressar uma cultura e contribuir para disseminar o que uma sociedade construiu ao longo do tempo. O Museu Brasileiro do Transporte nasce com essa missão. Pensado sob a luz do conhecimento e a partir da união dos maiores talentos em museologia, cenografia, história, arquitetura, marketing e gestão do mercado nacional, a criação e implantação do Museu Brasileiro do Transporte está a cargo da FuMtran, Fundação Memória do Transporte, entidade configurada como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), ligada ao sistema CNT, Confederação Nacional do Transporte.
Único e sustentável, o museu quer ser um espaço que traduza a complexidade e a riqueza de um setor visceral à economia nacional, o transporte. “Será um lugar dedicado ao conhecimento e à interatividade, que conte uma história, em sua essência e singularidade, emocionando e conquistando cada visitante; despertando a curiosidade, semeando o conhecimento, inspirando a transformação”, explica Elza Lúcia Panzan, presidente da FuMtran e responsável pela gestão do projeto. O Museu Brasileiro do transporte será construído às margens da Rodovia Dom Pedro I, em Campinas (SP), atenderá a região, São Paulo e demais Estados e é privilegiada, pois está próxima de grandes rodovias, aeroportos e centros regionais do Estado.
Transporte é movimento – conceito arquitetônico
Criar um espaço único, onde as pessoas possam vivenciar o transporte de maneira interativa, em uma experiência ímpar. Um ambiente limpo, onde a modernidade se expressa nas formas, impactando o visitante, sem roubar o brilho do próprio Museu Brasileiro do Transporte. Ao escritório Athié/Wohnrath coube a missão de desenvolver o conceito arquitetônico do novo museu. A proposta é uma obra que traduza toda a realidade do setor de transportes no Brasil em um terreno urbano, e ainda transformar parte desse espaço em um centro de convenções contemporâneo, flexível, voltado à comunidade e ao mercado e, conseqüentemente, ancorado em bases sustentáveis, de forma a tornar-se rentável. Aço, concreto e vidro conferem ao projeto elegância, força e transparência. O museu Brasileiro do Transporte será um espaço inteligente, moderno, democrático.
O conceito arquitetônico pensou em como levar o visitante a transcender essa experiência. Como proporcionar a cada pessoa a oportunidade de “viajar” pelo museu. Espaços que se comunicam e interligam-se, alturas e corredores longelíneos, estímulos sensoriais. Cada detalhe foi pensado e desenhado de forma a transportar cada visitante a uma experiência inesquecível. Ao se entrar no museu, o passeio não é linear. Ele poderá ser pensado e organizado de diferentes formas, com diferentes roteiros. Aproximar o visitante ao universo do transporte por meio de espaços que permitam maior integração. Para tanto, o escritório Athié/Wohnrath concebeu o museu em uma base de circulação vertical que interliga duas grandes caixas de vidros e salas de exposições que lembram os conhecidos contêineres coloridos. Em alturas desiguais, esses contêineres criam a impressão de um ambiente suspenso. Um conjunto que representará os elementos – Água, Terra e Ar, abrigando todos os modais do transporte – terrestre, aéreo, ferroviário e aquaviário.
Complexo e extraordinário – o conceito museológico
Extraordinariamente grande e complexo. Assim é o universo dos transportes no Brasil. A base para o desenvolvimento de um conceito de museologia é a pesquisa. A partir dela se aprofunda o olhar em aspectos históricos, sociais, culturais, estruturais e econômicos. Cada elemento precisa ser considerado e contextualizado para que se possa chegar a uma linguagem adequada e possa se escolher, então, a partir de que atributos se contará aquela história. Foi preciso elencar pilares dessa informação e organizá-la de forma que o conteúdo apresentado tenha valor, eduque, entusiasme, inspire e represente, com fidelidade, clareza e abrangência, o legado do transporte no Brasil. O desafio dessa etapa ficou para a arte3, escritório formado em que tem em seu currículo projetos como os predicados que o Museu do Transporte no Brasil exigirá: criatividade, contemporaneidade, tecnologia e, acima de tudo, respeito ao visitante.
O conceito museológico do Museu Brasileiro do Transporte considera um universo multimodal e as grandes transformações que o país viveu ao longo das últimas décadas, tendo no transporte um ator expressivo da mudança, representado no museu em todos os modais – rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo. À frente do conceito museológico, três fortes talentos desta área do país. Os profissionais da arte3, Pedro Mendes da Rocha, responsável pela cenografia -, e curadoria de Ana Helena Curti. Pedro Mendes da Rocha é arquiteto, autor dos projetos arquitetônicos do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, entre outros. Ana Helena Curti tem mais de 20 anos de experiência em assessoria e produção na área de marketing cultural. O conteúdo do Museu do Transporte no Brasil leva a assinatura do renomado professor Fabio Magalhães, museólogo e ex-curador-chefe do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Magalhães integra os conselhos da Fundação Padre Anchieta, da Fundação Bienal de São Paulo.
Uma marca forte – Segundo Gabriel Martinez, designer responsável pelo projeto na 1818BR – consultoria gestora das ações de marketing, o desafio era encontrar algo que, de uma maneira elegante e humanista transmitisse a grandiosidade do projeto que reunirá acervo de todos os modais do transporte. “O museu tem seu tempo de construção. Enquanto isso, a sua bandeira será a da educação e da discussão de grandes temas do setor, e ela será erguida por um programa denominado Transporta!Brasil,”explica Francisco Britto, diretor da 1818BR. Eduardo Jacsenis responde pela produção Cultural do Museu Brasileiro do Transporte.
Elza Lúcia Vannucci Panzan – Uma liderança apaixonada e comprometida
Mais que um sonho, uma missão. O Museu é um projeto antigo, pensado há muitos anos pelo visionário Adalberto Panzan, empresário do setor, profundo conhecedor das suas características e das peculiaridades culturais do Brasil, bem como do cenário socioeconômico do país. Ao lado do marido executivo, Elza Lúcia Panzan foi sempre uma companheira presente e extremamente ativa, herdando a paixão pelo transporte nacional e a garra em lutar por sua melhoria a cada dia. Seu currículo, além de inúmeros certificados em cursos, encontros técnicos e congressos do setor, reúne um amplo repertório vivencial, adquirido ao longo de muitos anos e muitas viagens. Caminhos de descobertas e oportunidades que puderam demonstrar, com riqueza de detalhes, o que há de mais moderno, de erros e de acertos, de soluções inovadoras e iniciativas criativas no campo do transporte em todo o mundo.







