Amor em tempos de confinamento: solteiros dos EUA reinventam o mundo dos encontros

PUBLICIDADE

Como encontrar o amor quando se está preso em casa? A pandemia de coronavírus transformou essa busca em um grande desafio, mas milhões de solteiros nos Estados Unidos encontraram maneiras de solucionar o problema.

  

Na era pré-pandemia, Kate Earle – professora de 30 anos de Washington – conseguia facilmente se encontrar pessoalmente com homens que achava atraentes à primeira vista no aplicativo Tinder.

  

“Mas, como isso não é mais uma opção, as conversas duram muito mais tempo”, comentou.

  

O confinamento fez com que pessoas de todo o mundo recorressem ainda mais aos aplicativos de encontro online, cujo uso alcançou novos recordes.

  

Em 29 de março, o Tinder atingiu um recorde histórico de uso, com mais de três bilhões de “deslizamentos” (swipes). O número de mensagens trocadas no aplicativo rival, Bumble, aumentou em 26% em duas semanas de março nos Estados Unidos.

  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A cereja do bolo” 

Na nova normalidade, criada pela crise da pandemia de coronavírus, os encontros por vídeo estão se tornando a norma. Enquanto o Tinder não possui esta opção, Hinge e Bumble oferecem aos seus usuários a opção de experimentar encontros virtuais.

  

Zach Schleien lançou seu aplicativo Filter Off para encontros rápidos de vídeo pouco antes do surgimento da pandemia e apenas alguns milhares aderiram à proposta. No entanto, isso mudou rapidamente.

  

“É como um aumento de 7.000% em menos de um mês”, afirmou o nova-iorquino de 29 anos, convencido de que os encontros online são a melhor forma de avaliar se existe um interesse romântico antes de passar para um encontro pessoal.

  

Mas, será que um jantar romântico à luz de velas com um estranho na tela de um dispositivo portátil pode realmente funcionar?

Gandhi, fundadora do site “Smart Dating Academy”, considera que o vídeo facilita o desenvolvimento da “intimidade emocional”.

  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“E então é apenas a cereja do bolo, uma vez que se encontrarem pessoalmente”, acrescenta.

  

Já Alexandra Solomon, psicóloga da Universidade Northwestern nos arredores de Chicago, não concorda com Gandhi.

  

“Graças à Deus temos encontros por vídeo por agora”, mas “quando sairmos disto, realmente quero que as pessoas voltem a se encontrar em uma mesa com uma garrafa de vinho ou uma xícara de café e que tenham essa experiência antiquada e orgânica um com o outro”.

  

Enquanto isso, para os interessados em se conectar com pessoas no exterior, o Tinder mantém sua função de passaporte grátis até esta segunda-feira.

  

© Agence France-Presse

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Leia também

Mais em https://jornaldebrasilia.com.br/mundo/amor-em-tempos-de-confinamento-solteiros-dos-eua-reinventam-o-mundo-dos-encontros/