4 ERROS COMUNS NA ESTOCAGEM QUE ALTERAM OS MEDICAMENTOS
Devem ser adotadas medidas de prevenção em todas as etapas da cadeia logística.
A logística farmacêutica envolve um caminho longo até o consumo final, que vai desde o planejamento, implementação até o controle de distribuição de medicamentos. Além desse processo, também é necessário um armazenamento e estocagem correta para o consumo livre de riscos.
Segundo Jackson Campos, Diretor de Mercado Farmacêutico na AGL Cargo, os locais de armazenamento são extensões da atividade logística e necessitam de cuidados especiais para assegurar a integridade desses materiais delicados.
“O acompanhamento, bem como o monitoramento da carga é essencial para que o processo seja realizado com êxito, e após a entrega também, afinal qualquer alteração no armazenamento pode alterar as condições farmacêuticas de um remédio” alerta o Diretor de Mercado Farmacêutico.
Conversamos com Campos que selecionou os principais erros na estocagem, veja:
Não ter um local exclusivo para os medicamentos
Os medicamentos devem ter um espaço exclusivo e devem estar longe de materiais como produtos de limpeza, perfumaria ou alimentos para evitar contaminações e não comprometer sua eficácia e segurança. Também deve ser um espaço onde as pessoas não entrem e nem abram a geladeira com frequência.
Não monitorar temperatura
Após ter um local exclusivo para estocagem desses medicamentos, Campos recomenda que se faça o controle de temperatura, umidade e luminosidade. O local deve se manter bem ventilado, sem umidade, e sem iluminação solar direta.
Ainda segundo o especialista, cada medicamento possui uma faixa de temperatura e ela deve ser considerada, para isso, existem diversos métodos, sendo o controle passivo ou ativo da temperatura.
Falta de controle de validade
É importante adotar uma estratégia para um controle de validade rígida desses medicamentos, isso porque os remédios perdem sua função após o período da data de vencimento e oferecem riscos. Logo, os produtos vencidos devem ser imediatamente separados.
Ainda para evitar desperdício, pense em padrões para organizar o seu espaço físico, defina compras programadas e volume máximo e mínimo para seu estoque.
Descuido do manuseio
Os produtos fármacos são delicados e sensíveis e precisam ser manuseados com mais atenção. Campos explica que os profissionais de logística lidam com essa sensibilidade com bastante profissionalismo, e o mesmo deve ser observado nas farmácias e hospitais.
Recomendações como câmaras frias para evitar a variação de temperatura e não prejudicar os medicamentos devem ser seguidas, assim como regras claras sobre abertura de geladeira, e empilhamento máximo de caixas.
“Os medicamentos não são mercadorias comuns e exigem cautelas especiais durante as operações logísticas, e nesse cenário, os processos de armazenamento de medicamentos estão entre as maiores preocupações”, conclui o especialista.
Sobre o Jackson Campos: Diretor do Mercado Farmacêutico e de Relações Governamentais na AGL Cargo. autor do livro Venda por telefone sem precisar visitar: Um guia para serviços de comércio exterior, Campos atua com comércio exterior e relações governamentais há anos, o que que o coloca em posição de destaque para abordar quaisquer desdobramentos relacionados à importação, exportação, comércio exterior e lobby dentro da logística farmacêutica internacional. O especialista que também é Fellow do CBEXs possui facilidade em explicar todos os processos e etapas que fazem parte do ciclo de vida de um determinado produto, desde a movimentação de seus insumos até a sua entrega no cliente, desvendando dados, estatísticas e revelando os percalços do comércio exterior.
Saiba mais em: www.jacksoncampos.com.br
Preço do diesel recua mais de 3% e inicia outubro a R$ 6,91 o comum e R$ 6,98 o S-10, aponta Ticket Log
Recuo ainda é reflexo da última redução de 5,80% para o combustível vendido às refinarias, válida desde o último dia 20 de setembro
O último levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), referente ao fechamento das primeiras semanas de outubro, apontou que o preço médio do litro do diesel comum foi comercializado a R$ 6,91 no período, e o tipo S-10, a R$ 6,98, valores 3,08% e 3,37% mais baratos, respectivamente, quando comparados ao fechamento de setembro.
“Ainda o levantamento da Ticket Log identificou o reflexo da última redução de 5,80% para o diesel vendido às refinarias, válida desde o dia 20 de setembro para todo o País, com exceção do Amapá, que registrou alta de mais de 3% no preço. A tendência é que o preço do combustível siga em baixa nos próximos dias” destaca Douglas Pina, Diretor-Geral de Mainstream da Divisão de Frota e Mobilidade da Edenred Brasil.
Na análise regional, o Sul apresentou o recuo mais expressivo no preço dos dois tipos de diesel, ante o mês anterior, e as médias mais baixas. O comum na região fechou o período a R$ 6,45, com queda de 4,02%; e o S-10, a R$ 6,50, ficou 4,03% mais barato. Já as médias mais caras para os dois tipos foram registradas nos postos de abastecimento do Norte, a R$ 7,33 o comum e R$ 7,39 o S-10.
Entre os Estados, o Amapá foi o único a apresentar aumento no preço do diesel comum, de 3,75%, ante setembro, e fechou o período a R$ 8,03, também com o maior preço médio do País. Nenhum Estado registrou alta para o tipo S-10, mas Roraima se destacou no ranking do tipo S-10 mais caro do País, comercializado a R$ 8,06, mesmo com redução de 2,72%.
A redução mais expressiva para o diesel comum foi identificada no Acre, de 7,90%, em relação a setembro, que passou de R$ 7,79 para R$ 7,17. O Amazonas registrou o tipo S-10 a R$ 6,89, com o maior recuo entre os demais Estados, de 5,25%. Assim como em setembro, as médias mais baixas para os dois tipos de diesel foram registradas nas bombas de abastecimento do Paraná, a R$ 6,41 o comum e R$ 6,45 o S-10, com que ficaram 4,07% e 4,18% mais baratos, respectivamente.
O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo. A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.
Motores elétricos eficientes na corrida pela descarbonização da indústria siderúrgica
Por Ricardo Fernando Oliveira, Gerente de Segmento Papel, Celulose e Siderurgia da ABB Motion
A indústria brasileira do aço, nona maior do mundo, anunciou recentemente expectativas de dobrar consumo da commodity per capita do país dentro de uma década. Hoje, cerca de 125 quilos do metal por habitante são consumidos nacionalmente, volume ainda baixo comparado à média mundial de 230 quilos. A previsão do Instituto Aço Brasil é que esse número chegue a 250 quilos em 10 anos, considerando um ambiente mais propício para investimentos, estimulados principalmente pelas reformas estruturantes. Para a entidade, a demanda pela commodity deve crescer devido à necessidade de construir mais habitações e pelos projetos nas áreas de energia renovável, portos e petróleo e gás.
Ao mesmo tempo em que prevê essa expansão, a indústria do aço no Brasil, assim como a mundial, tem a descarbonização como um dos principais desafios nos próximos anos. O setor de ferro e aço é globalmente o maior emissor industrial de dióxido de carbono, respondendo por entre 7% e 9% do total, de acordo com a Associação Mundial do Aço. Para cumprir as metas mundiais quanto à energia e ao meio ambiente, as emissões de poluentes da indústria siderúrgica precisam cair em pelo menos 50% até 2050, conforme aponta a Agência Internacional de Energia.
E isso será um grande desafio para o setor uma vez que a maior parte da produção de ferro e aço ainda depende de tecnologias tradicionais baseadas em combustíveis fósseis. Ainda hoje, o carvão é usado para gerar calor e fazer coque. Como resultado, o insumo é responsável por atender 75% das necessidades energéticas das siderúrgicas, tornando-as as maiores consumidoras industriais de carvão.
Nesse contexto, investimentos em sistemas de motores mais eficientes podem dar sua contribuição para a redução do consumo de energia. Esses equipamentos, que são usados para executar aplicações como ventiladores, compressores, bombas e laminadores em siderúrgicas, consomem apenas cerca de 7% da energia total. Estima-se, entretanto, que até 70% da energia demandada pelos motores em uma usina siderúrgica seja perdida e desperdiçada devido a ineficiências do sistema.
A modernização dos sistemas de motores resulta em reduções significativas nos custos de energia. Geralmente, as aplicações na fabricação de ferro e aço têm cargas variáveis, o que significa que os sistemas de motores que dependem do controle mecânico de velocidade não estão operando em sua eficiência ideal. A adoção de inversores de frequência (VFD)
para controlar motores pode deixar o sistema muito mais eficiente. Adicionar VFDs aos ventiladores de um forno básico de oxigênio, por exemplo, reduz a demanda de energia e os custos associados em cerca de 20%.
Além disso, algumas tecnologias já em uso e em desenvolvimento estão ajudando a indústria a diminuir o uso de combustíveis fósseis em seus processos. Fornos elétricos a arco podem substituir fornos básicos de oxigênio, enquanto o hidrogênio passa a ser usado como agente redutor no lugar de carbono e coque.
Diante disso, a indústria do aço brasileira pode, portanto, almejar metas ambiciosas de consumo no mercado local, ao mesmo tempo em que reduz gastos de energia e segue na sua busca por um futuro Net Zero.
Cummins Meritor anuncia novo eixo MS-18X HD no Brasil
• Confirmada para a 23ª Fenatran 2022, a novidade foi desenvolvida pelo time de engenharia no Brasil para o atendimento da nova regulamentação do Contran – Resolução 882.
UFV Alex tem projeto pioneiro para segurança de complexos voltaicos
Com fibra ótica e câmeras da Axis Communications integradas por georreferenciamento, foi possível cobrir uma área equivalente à 800 campos de futebol
O Complexo Solar UFV Alex inovou em muitos sentidos. Localizado entre os municípios de Limoeiro do Norte e Tabuleiro do Norte, cerca de 230 km de Fortaleza, a usina fotovoltaica ocupa 830 hectares, área equivalente a mais de 800 campos de futebol, e gera cerca de 360 megawatts de energia, potência suficiente para atender à necessidade de quase 250 mil moradias. O projeto, da Elera Renováveis, uma das maiores empresas em geração de eletricidade com recursos renováveis do Brasil, enfrentava um desafio na mesma dimensão de sua área, proteger a propriedade.
Com um perímetro de 13 quilômetros para cobrir, isso significaria a instalação de cerca de 273 câmeras no UFV Alex. O custo de instalar tantos equipamentos, além de gerenciar o volume de imagens e alertas gerado, seria exorbitante. “Em uma solução de segurança tradicional com câmeras fixas e analítico de vídeo, nós precisaríamos mapear o perímetro do campo e instalar câmeras predefinidas a cada 50 metros”, explica Bernardo Falcon, diretor executivo da Aeon Security.
Fazer mais com menos
A proposta do projeto apresentado pela Aeon Security à Elera estava pautada em promover uma solução mais econômica, porém não menos eficiente. Pelo contrário, a otimização dos custos totais do projeto através da solução apresentada era sinônimo, essencialmente, de inovação à serviço da operação. A integração das câmeras PTZ da Axis somada à tecnologia de cabo de fibra óptica Aura Ai-2 da Future Fibre Technologies deu o tom ideal ao projeto.
Na prática, a empresa enterrou o cabo altamente sensível por toda a volta do complexo para que fosse possível detectar invasões de forma instantânea e enviar as coordenadas para as câmeras Axis. As câmeras usam os dados de geolocalização para mudar automaticamente o campo de visão e fornecer a verificação visual do incidente à equipe de segurança que monitora o complexo remotamente. O sistema de segurança, operado com o software da Digifort, integra alto-falantes de rede que podem transmitir avisos pré-gravados ou ao vivo.
Em resumo, em vez de operar em posições fixas predefinidas, as câmeras podem ser direcionadas com precisão e em tempo real ao ponto da invasão, isso sem a intervenção do operador e é essa capacidade de mudar o ponto de foco automaticamente sob demanda que permite monitorar todo o complexo solar de modo eficiente com apenas 16 câmeras de vídeo. Já a presença dos alto-falantes do tipo corneta da Axis como parte da solução adiciona outro nível de segurança. “Até mesmo a equipe do centro de operações da Elera, no Rio de Janeiro, pode transmitir mensagens em tempo real ao complexo UFV Alex, se necessário”, informa Falcon.
Test Drive e resultados
Considerando que outros sites da Elera já utilizavam cerca de 400 câmeras Axis aplicadas de forma convencional, foi natural a sensação desafiadora em ter apenas 16 câmeras e cabos de fibra óptica enterrados junto a um perímetro tão extenso. Assim, a Elera queria ver uma prova de conceito antes de se comprometer com as soluções. “Era importante fazer testes reais com o equipamento para demonstrar que a Axis conseguiria operar perfeitamente com a tecnologia da FFT e a plataforma de gerenciamento de vídeo da Digifort e, não apenas foi possível, como se tornou um grande case econômico e sustentável para nós e o cliente”, diz Bernardo Falcon.
Além da vigilância de longo alcance durante o dia, era importante ter uma visão noturna excepcional, já que o parque solar não tem iluminação à noite. Era importante garantir que as câmeras poderiam capturar imagens nítidas a até 400 metros de distância. Graças aos iluminadores IV de longo alcance integrados, as câmeras Axis puderam exceder essa distância, mostrando que poderiam capturar imagens nítidas de cenas noturnas a mais de 500 metros.
As câmeras PTZ para serviço pesado fornecem à Elera monitoramento de perímetro confiável, ininterrupto, mesmo em condições climáticas extremas e ventos fortes, com poucos alarmes falsos. Ao testar a interface de georreferenciamento entre as câmeras e o sistema de detecção de intrusos com fibra óptica Aura Ai-2, as câmeras Axis consistentemente indicaram a localização do alvo dentro de um raio de 3 metros.
Retorno do investimento de longo prazo
Como esses projetos solares têm uma vida útil de 20 a 25 anos, a longevidade e confiabilidade das câmeras Axis significou um custo-benefício atraente. Além disso, a eficiência energética foi mais um ganho, o baixo consumo de energia dos equipamentos os torna ideais para um ambiente de complexo solar, em que a energia disponível à noite é limitada e cara. “Instalar uma câmera com vida útil de mais de 10 anos oferece longo ciclo de reposição de equipamentos, o que otimiza o retorno da Elera”, detalha Bernardo Falcon.
“O custo de repor uma câmera no complexo UFV Alex seria muito alto: a área está longe de qualquer área central. Logo, as equipes de reparo teriam que viajar uma longa distância. Na prática, não compensa. Além disso, repor uma câmera perto de uma linha de energia exigiria a interrupção das operações, custando tempo valioso de produção à empresa. Esse é outro motivo pelo qual é importante ter um equipamento confiável e que não falhe”, comenta.
Ainda assim, poder reduzir drasticamente o número de câmeras no complexo solar significou uma redução considerável no uso de cabos e de infraestrutura. “Esses são benefícios que ninguém considera ao desenvolver o projeto, mas a economia final é grande. Estimamos que nossa solução otimizada economizou à Elera mais de 3,5 toneladas de cabos de cobre e quase 1,8 tonelada de canos de PVC”, aponta.
Iluminandonovasparcerias:
O sucesso do projeto levou a empresa de energia a padronizar a solução pioneira para a segurança de complexos solares para projetos futuros, incluindo parques eólicos e o parque solar UFV Janaúba, em Minas Gerais, que é cinco vezes maior que o UFV Alex.
“A UFV Alex é o primeiro projeto solar no mundo a integrar a detecção com fibra óptica enterrada e câmeras que possuem capacidade de georreferenciamento. Quando adicionamos o incrível alcance de zoom, infravermelho e a vida útil longa das câmeras Axis, conseguimos um sistema que atende às nossas necessidades atuais com eficiência e que continuará atendendo por muitos anos”, finaliza Alexander Fernandes de Assis, especialista em rede e infraestrutura na Elera Renováveis.





