{"id":75072,"date":"2019-06-25T23:58:59","date_gmt":"2019-06-26T02:58:59","guid":{"rendered":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/2019\/06\/o-homem-sem-duvida-tambem-virou-um-objeto\/"},"modified":"2019-06-25T23:58:59","modified_gmt":"2019-06-26T02:58:59","slug":"o-homem-sem-duvida-tambem-virou-um-objeto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/2019\/06\/o-homem-sem-duvida-tambem-virou-um-objeto\/","title":{"rendered":"\u201cO homem, sem d\u00favida, tamb\u00e9m virou um objeto\u201d"},"content":{"rendered":"<p>No ano passado, Jill Soloway, a criadora de <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/transparent\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Transparent<\/em><\/a>, levou a cabo a proeza de adaptar \u2013 transformando-a em uma <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/07\/28\/cultura\/1501255694_378604.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">devor\u00e1vel s\u00e9rie de TV<\/a> <em>cult<\/em> \u2013 o primeiro e inadapt\u00e1vel romance-ensaio de Chris Kraus. Um fascinante e confessional <em>road novel<\/em> epistolar que era ao mesmo tempo pura reflex\u00e3o sociol\u00f3gica, experimental e art\u00edstica, pondo o desejo na al\u00e7a de mira e desordenando seus atores: o homem passava de sujeito sempre ativo a objeto passivo a ser contemplado, e os elogios o incomodavam porque se sentia preso em uma cela cuja chave n\u00e3o possu\u00eda; j\u00e1 a mulher, como sujeito ativo, perseguia seu objeto de desejo e o espreitava como quem espreita uma presa.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Publicado originalmente em 1997, <em>Eu Amo Dick<\/em> (editora Todavia), esse romance ou esp\u00e9cie de artefato \u2013 tudo o que Kraus fez desde ent\u00e3o sempre mistura pol\u00edtica, sociedade e fracasso pessoal, humor e desespero, precariedade e cr\u00edtica feroz \u00e0 intelectualidade, com uma honestidade sem igual \u2013, marcou um antes e um depois na maneira distorcida de entender (e explicar) o mundo. Assim observava Sheila Heti recentemente, e representou o in\u00edcio de uma carreira liter\u00e1ria que se alimenta, <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/06\/27\/cultura\/1498586243_922187.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00e0 maneira de Karl Ove Knausgard<\/a>, mas substituindo o vazio da experi\u00eancia pela cr\u00edtica hist\u00f3rica e antropol\u00f3gica, da sua pr\u00f3pria vida e da dos que a cercam ou a cercaram em algum momento. Uma Kathy Acker, como ela mesma opina, n\u00e3o condenada a se mitificar.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<section class=\"sumario_apoyos izquierda\" id=\"sumario_3|apoyos\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h3 class=\"sumario-titulo\"><span class=\"sin_enlace\">MAIS INFORMA\u00c7\u00d5ES<\/span><\/h3>\n<\/header>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Em algum lugar da Finl\u00e2ndia perto da casa do Papai Noel, Kraus toma caf\u00e9 e fala, virtualmente, de <em>Torpor<\/em> e <em>Video Green<\/em>, ambos in\u00e9ditos no Brasil. O primeiro \u00e9 um romance-cr\u00f4nica (outra vez, delirantemente confessional) sobre uma hilariante e infrut\u00edfera viagem \u00e0 Rom\u00eania p\u00f3s-Ceaucescu no come\u00e7o dos anos noventa, a fim de adotar um \u00f3rf\u00e3o, acompanhada, claro, de seu ent\u00e3o marido, Sylv\u00e8re Lotringer (aqui, Jerome). O segundo \u00e9 um ensaio feito de microensaios sobre o <em>boom<\/em> art\u00edstico em Los Angeles. \u201cS\u00e3o oito da manh\u00e3\u201d, diz, \u201ce acabo de escrever no meu di\u00e1rio. \u00c9 um caderno vermelho de capa dura\u201d, conta.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<section class=\"sumario_html derecha\" id=\"sumario_1|html\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">Em <em>Eu Amo Dick<\/em>, o homem passava de sujeito a objeto, e os elogios o incomodavam: sentia-se apanhado em uma pris\u00e3o cuja chave n\u00e3o possu\u00eda<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Admite que tudo o que escreveu, inclusive seus artigos cr\u00edticos, partem de alguma forma de seus di\u00e1rios. \u201cDesde que comecei a escrever a s\u00e9rio, desde <em>Eu Amo Dick<\/em>, mantenho um di\u00e1rio. Sem d\u00favida, meus quatro romances foram gerados, de alguma maneira, em meus di\u00e1rios, e s\u00e3o feitos de peda\u00e7os deles. Digamos que eles colocam tudo em marcha\u201d, diz. N\u00e3o, n\u00e3o leu Knausgard, mas leu Tao Lin e Rachel Cusk, e est\u00e1 convencida que seu <em>eu<\/em> \u00e9 uma desculpa para explorar o presente. \u201cPara mim\u201d, digita, \u201cescrever \u00e9 recordar, explorar e descrever\u201d. \u00c9 por isso, afirma, que seus livros n\u00e3o podem evitar ser pol\u00edticos e, em certo sentido, sociol\u00f3gicos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>\u201cMinhas hist\u00f3rias nunca s\u00e3o s\u00f3 a meu respeito. Suponho que interiorizei fatos hist\u00f3ricos, como a queda do bloco sovi\u00e9tico e o <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/holocausto\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Holocausto<\/a>, como se tivessem acontecido comigo, como se ainda pudessem estar acontecendo comigo, na realidade. Em <em>Torpor<\/em>, a hist\u00f3ria do mundo e a hist\u00f3ria pessoal s\u00e3o insepar\u00e1veis, como \u00e9 para qualquer um que, como Jerome, tenha vivido um trauma hist\u00f3rico\u201d, afirma. Jerome, como diz\u00edamos, foi inspirado em seu ex-marido, o te\u00f3rico Sylv\u00e8re Lotringer, um parisiense que, como Georges Perec, cresceu na Fran\u00e7a ocupada pelos nazistas. \u201cEscrever \u00e9 um ato pol\u00edtico, em um sentido \u00e9tico\u201d, reflete, e o <em>eu<\/em> sobre o qual escreve \u00e9 um eu pol\u00edtico, no sentido em que descreve o <em>eu<\/em> (um <em>eu<\/em> determinado, mulher, intelectual) de uma \u00e9poca.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Sua prec\u00e1ria exist\u00eancia (uma Frances Ha n\u00e3o dotada para o cinema experimental, que encadeava fracasso atr\u00e1s de fracasso) foi o fio condutor de tudo o que escreveu at\u00e9 o <em>Summer of Hate<\/em> (2012), o primeiro de seus romances, em que, segundo diz, se colocou definitivamente de lado e deixou que o protagonismo fosse assumido por um tal Paul Garcia, um sujeito que anotava compulsivamente coisas em seu di\u00e1rio, que tinha estado na pris\u00e3o e que lia Dean Koontz. <em>Torpor<\/em>, entretanto, \u00e9 ainda um peda\u00e7o distorcido de sua vida e da de Sylv\u00e8re, um casal cosmopolita, sem ra\u00edzes nem um lugar aonde voltar, porque alugam seus apartamentos e de alguma forma vagam pelo mundo, de bolsa em bolsa. No mais que prov\u00e1vel ocaso de sua desigual rela\u00e7\u00e3o, viajam \u00e0 Rom\u00eania convencidos de que ser\u00e1 muito f\u00e1cil para eles ficarem com um \u00f3rf\u00e3o romeno. Sua \u00faltima obra (sua biografia de Kathy Acker), por outro lado, voltou a tratar de algu\u00e9m que n\u00e3o \u00e9 ela, e acha que est\u00e1 preparada para voltar a mudar. \u201cDe fato, isso \u00e9 o que estou fazendo atualmente. Tentando ver o que \u00e9 o que fa\u00e7o com o que vivi desde ent\u00e3o\u201d, conclui.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<section class=\"sumario_foto centro\" id=\"sumario_4|foto\">\n<div class=\"sumario__interior\"><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/ywAAAAAAQABAAACAUwAOw==\" fifu-lazy=\"1\" fifu-data-sizes=\"auto\" fifu-data-srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/o-homem-sem-duvida-tambem-virou-um-objeto.jpg?ssl=1&w=75&resize=75&ssl=1 75w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/o-homem-sem-duvida-tambem-virou-um-objeto.jpg?ssl=1&w=100&resize=100&ssl=1 100w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/o-homem-sem-duvida-tambem-virou-um-objeto.jpg?ssl=1&w=150&resize=150&ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/o-homem-sem-duvida-tambem-virou-um-objeto.jpg?ssl=1&w=240&resize=240&ssl=1 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/o-homem-sem-duvida-tambem-virou-um-objeto.jpg?ssl=1&w=320&resize=320&ssl=1 320w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/o-homem-sem-duvida-tambem-virou-um-objeto.jpg?ssl=1&w=500&resize=500&ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/o-homem-sem-duvida-tambem-virou-um-objeto.jpg?ssl=1&w=640&resize=640&ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/o-homem-sem-duvida-tambem-virou-um-objeto.jpg?ssl=1&w=800&resize=800&ssl=1 800w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/o-homem-sem-duvida-tambem-virou-um-objeto.jpg?ssl=1&w=1024&resize=1024&ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/o-homem-sem-duvida-tambem-virou-um-objeto.jpg?ssl=1&w=1280&resize=1280&ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/o-homem-sem-duvida-tambem-virou-um-objeto.jpg?ssl=1&w=1600&resize=1600&ssl=1 1600w\" onload=\"lzld(this)\" fifu-data-src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/o-homem-sem-duvida-tambem-virou-um-objeto.jpg?ssl=1\" width=\"980\" height=\"552\" alt=\"Kevin Bacon, como homem objeto, em uma das cenas da adapta\u00e7\u00e3o de Jill Soloway.\" srcset=\"\/\/ep00.epimg.net\/t.gif 200w\" data-srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/12\/17\/actualidad\/1545060949_109196_1545062551_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/12\/17\/actualidad\/1545060949_109196_1545062551_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2018\/12\/17\/actualidad\/1545060949_109196_1545062551_sumario_normal.jpg 980w\"\/><span class=\"foto-texto\">Kevin Bacon, como homem objeto, em uma das cenas da adapta\u00e7\u00e3o de Jill Soloway.<\/span> <span class=\"foto-firma\"><span itemprop=\"author\" class=\"foto-autor\">Amazon Prime Video<\/span><\/span> <\/div>\n<\/section>\n<p>Em um determinado momento de <em>Torpor<\/em>, seu personagem afirma que \u201cAcker entende que a escrita sem um mito n\u00e3o \u00e9 nada\u201d e que \u201cos mitos femininos n\u00e3o funcionam em grupos\u201d, porque \u201cs\u00e3o sempre singulares&#8221;. N\u00e3o considera Kraus que possam existir cenas liter\u00e1rias femininas? \u201cAh, isso mudou muit\u00edssimo. Acker representou, de fato, o fim de uma era, em que o escritor, ou a escritora, era visto como her\u00f3i, uma era mitol\u00f3gica nesse sentido. E a partir de meados dos anos noventa as mulheres come\u00e7aram a se unir e a apoiar umas \u00e0s outras, \u00e0 maneira como faziam os homens. Isso \u00e9 o terr\u00edvel de Acker, que, no momento em que alcan\u00e7ou o que desejava, o mundo tinha mudado, e o que tinha sempre desejado tamb\u00e9m\u201d, responde.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A ideia do fracasso permeia toda a sua obra. E \u00e9 um fracasso que aprendeu a rir de si mesmo. Em quase tudo o que escreveu, continua sendo uma diretora de cinema experimental que faz coisas que ningu\u00e9m entende e que fracassa repetidamente, e das formas mais rid\u00edculas que possamos imaginar. \u201cTodo sucesso chega depois de uma centena de pequenos fracassos, mas n\u00e3o falamos disso. Sou contra a ideia do g\u00eanio que se imp\u00f4s o mundo da arte, acredito no trabalho duro, em resistir. Se deixei o cinema foi porque me percebia que tudo o que ia fazer o resto de minha vida seria bater a cabe\u00e7a contra a mesma parede, v\u00e1rias vezes\u201d, confessa.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>N\u00e3o sabe se deveria escrever sobre o que estamos vivendo agora \u2013 sobre o governo <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/donald_trump\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Trump<\/a>, sobre o <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/03\/20\/internacional\/1553121369_863086.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">avan\u00e7o da ultradireita na Europa<\/a>. Pois acha que \u201cdevemos escrever do presente, e n\u00e3o sobre ele\u201d, isto \u00e9, \u00e0s cegas, avan\u00e7ar e criar um futuro peda\u00e7o da hist\u00f3ria comum que estamos vivendo sem estarmos conscientes disso. E o que diz da sua valiosa contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 ideia do homem-objeto? Acha que est\u00e1 alcan\u00e7ando por fim meios maci\u00e7os, como o cinema e a televis\u00e3o? \u201cAh, sim, sem d\u00favida. Mas isso \u00e9 coisa do capitalismo. Ele nos oferece igualdade de oportunidades nisso tamb\u00e9m. Em vez de desobjetificar as mulheres, est\u00e1 objetificando os homens. Sim, o homem sem d\u00favida virou tamb\u00e9m um objeto\u201d, sentencia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<section class=\"sumario_despiece centro\" id=\"sumario_5|despiece\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h4 class=\"sumario-titulo\"><span class=\"sin_enlace\">A nova n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o confessional \u00e9 coisa de garotas<\/span><\/h4>\n<\/header>\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p>Seguindo os passos da sua adorada Kathy Acker, pioneira do g\u00eanero, Chris Kraus encabe\u00e7a uma corrente narrativa que parte do pessoal para radiografar o presente, nessa esp\u00e9cie de h\u00edbrido entre o ensaio e a mem\u00f3ria. <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/04\/26\/internacional\/1556264752_630548.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A canadense Sheila Heti, do celebrado <em>Maternidade<\/em><\/a> (Companhia das Letras), um tratado personal\u00edssimo sobre por que decidir n\u00e3o ter filhos, Rachel Cusk e a revolucion\u00e1ria trilogia (autobiogr\u00e1fica) que terminou neste ano \u2013 <em>Kudos<\/em> foi o \u00faltimo disparo \u2013 e o ainda in\u00e9dito <em>Crudo<\/em>, da brit\u00e2nica Olivia Laing, uma disseca\u00e7\u00e3o, a partir de um <em>eu<\/em> adulterado, do ver\u00e3o de 2017, est\u00e3o expandindo os limites da n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o confessional. Sua inten\u00e7\u00e3o \u00e9 a de transcender de uma vez por todas o <em>eu<\/em> meramente experiencial para transform\u00e1-lo no lugar do qual a reflex\u00e3o parte. Como bem diz Kraus, n\u00e3o se trata de escrever \u201csobre, e sim a partir do presente\u201d.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/12\/17\/cultura\/1545060949_109196.html#?ref=rss&#038;format=simple&#038;link=link\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mais em https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/12\/17\/cultura\/1545060949_109196.html#?ref=rss&#038;format=simple&#038;link=link<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano passado, Jill Soloway, a criadora de Transparent, levou a cabo a proeza de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[727],"tags":[9993],"class_list":["post-75072","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-culturafeminismoliteraturaliteratura-americanamovimentos-sociaismulheressociedade","wpcat-727-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75072","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=75072"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75072\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=75072"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=75072"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=75072"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}