{"id":75274,"date":"2019-07-10T23:21:28","date_gmt":"2019-07-11T02:21:28","guid":{"rendered":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/2019\/07\/pacote-tecnologico-da-ceplac-contribui-para-aumento-da-producao-de-cacau\/"},"modified":"2019-07-10T23:21:28","modified_gmt":"2019-07-11T02:21:28","slug":"pacote-tecnologico-da-ceplac-contribui-para-aumento-da-producao-de-cacau","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/2019\/07\/pacote-tecnologico-da-ceplac-contribui-para-aumento-da-producao-de-cacau\/","title":{"rendered":"Pacote tecnol\u00f3gico da Ceplac contribui para aumento da produ\u00e7\u00e3o de cacau"},"content":{"rendered":"<p>Projetos de alta produtividade e de conserva\u00e7\u00e3o orientam cacauicultores a produzir mais com qualidade e preservando o meio ambiente<\/p>\n<div property=\"rnews:articleBody\" readability=\"232.34543752\">\n<p><span>Por tr\u00e1s da sensa\u00e7\u00e3o prazerosa proporcionada pelo sabor do chocolate h\u00e1 uma cadeia produtiva extensa e complexa. \u00c9 do cacaueiro, uma \u00e1rvore tropical perene, que nascem os frutos que formam as am\u00eandoas usadas como mat\u00e9rias-primas para produzir o chocolate.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>A esp\u00e9cie chamada <em>Theobroma cacao<\/em>, que significa \u201calimento dos deuses\u201d, \u00e9 origin\u00e1ria da Amaz\u00f4nia e se adapta bem a regi\u00f5es de clima quente e \u00famido, por isso os maiores produtores do mundo est\u00e3o localizados na zona equatorial da terra.&nbsp;<\/p>\n<p>O maior desafio \u00e9 fazer com que o cacaueiro produza o maior n\u00famero de frutos poss\u00edvel. \u00c9 a\u00ed que o trabalho do cacauicultor pode fazer a diferen\u00e7a. Orientar o produtor para que ele consiga aumentar seu n\u00edvel de produtividade \u00e9 uma das prioridades do servi\u00e7o de extens\u00e3o rural da Comiss\u00e3o Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo o chefe do Centro de Extens\u00e3o Rural da Superintend\u00eancia da Ceplac em Ilh\u00e9us, Jo\u00e3o Henrique Silva Almeira, a institui\u00e7\u00e3o tem feito capacita\u00e7\u00f5es para grupos de produtores interessados nos projetos de alta produtividade ou qualidade do cacau.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>\u201cNosso foco \u00e9 o aumento da produtividade. Estamos trabalhando com alguns agricultores, porque temos conseguido altas produtividades com os projetos que temos feito. Mas n\u00e3o adianta aumentar a produtividade sem a melhoria da qualidade do cacau porque, hoje em dia tem um nicho muito grande de cacau fino\u201d, afirmou Almeida.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<h3><strong>Meta ousada<\/strong><\/h3>\n<p class>Uma das a\u00e7\u00f5es da Ceplac que tem atra\u00eddo a aten\u00e7\u00e3o dos produtores no sul da Bahia \u00e9 o chamado Projeto 500. O programa foi desenvolvido para desafiar a \u00e1rvore do cacaueiro a produzir at\u00e9 500 arrobas de frutos por hectare.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p class>O coordenador do projeto, Ivan Costa e Souza, explica que o objetivo \u00e9 resolver o problema de renda do produtor baiano, que ainda est\u00e1 endividado depois da crise deflagrada pelo avan\u00e7o da \u201cvassoura-de-bruxa\u201d sobre as lavouras cacaueiras no final de d\u00e9cada de 80. A d\u00edvida na regi\u00e3o gira em torno de R$ 1 bilh\u00e3o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Mesmo antes da crise, no chamado quinqu\u00eanio de ouro do cacau, o m\u00e1ximo que a regi\u00e3o tinha conseguido produzir foi 46 arrobas a cada mil p\u00e9s de cacau. Mas, os pesquisadores da Ceplac identificaram que o cacaueiro poderia produzir muito mais, principalmente no clima brasileiro, que permite ter mais de uma safra por ano.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>\u201cCom 46 arrobas e pre\u00e7o m\u00e9dio, os produtores ganhavam bem, o cacau era vendido em commodities. Mas, verificando que um p\u00e9 de cacau poderia produzir muito, n\u00f3s fizemos um projeto de pesquisa para colocar os frutos com poliniza\u00e7\u00e3o manual e aproveitar o potencial m\u00e1ximo da planta\u201d, explica Souza.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Atualmente, o projeto re\u00fane mais de 200 agricultores do sul da Bahia. Depois de 14 anos de in\u00edcio do desafio, os participantes t\u00eam apresentado uma produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia acima de 200 arrobas de cacau por hectare e, neste ano, duas propriedades alcan\u00e7aram, pela primeira vez, a m\u00e9dia de 500 arrobas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Um dos primeiros cacauicultores que j\u00e1 ultrapassou as 200 arrobas foi Jos\u00e9 Carlos Maltez, que coordenou o primeiro grupo do projeto e acredita que pode atingir a meta projetada pelos t\u00e9cnicos da Ceplac.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>\u201cA produtividade de 200 arrobas debaixo da cabruca, que era considerada imposs\u00edvel, hoje \u00e9 palp\u00e1vel. Tenho certeza de que a gente aprendendo a conviver com a cabruca e a natureza, mudando a gen\u00e9tica dos nossos cacaueiros e com apoio da Ceplac, a gente vai produzir tranquilamente, corriqueiramente 200 arrobas por hectare\u201d, comenta Maltez.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para reduzir custos e aumentar a lucratividade dos cacauicultores, o projeto agora est\u00e1 buscando meios de promover organiza\u00e7\u00e3o entre os produtores para viabilizar a compra conjunta de insumos e a comercializa\u00e7\u00e3o em comum do cacau, al\u00e9m de incentivar a aplica\u00e7\u00e3o do modelo para outras culturas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>\u201cPelo pre\u00e7o que \u00e9 pago, se vender em volume e qualidade, \u00e9 poss\u00edvel aumentar em 30% o pre\u00e7o do cacau comum. Um cacau de qualidade poderia vender de 60 a 70% do pre\u00e7o do cacau fino. A gente poderia vender nibs e aumentar 400% do pre\u00e7o\u201d, calcula Ivan.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<h3><strong>Laborat\u00f3rio a c\u00e9u aberto<\/strong><\/h3>\n<p class>Outro projeto de extens\u00e3o que integra o portf\u00f3lio de solu\u00e7\u00f5es desenvolvidas pela Ceplac \u00e9 o chamado \u201cBarro Preto\u201d. Realizado no munic\u00edpio de mesmo nome, o projeto tem o objetivo de treinar os produtores a plantar cacau no sistema de \u201ccabruca\u201d, no qual o cacau \u00e9 cultivado no meio da Mata Atl\u00e2ntica. Os cacauicultores tamb\u00e9m experimentam novas t\u00e9cnicas de controle de pragas, de manejo das \u00e1guas do sistema de prote\u00e7\u00e3o da floresta e recebem insumos e orienta\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p class>O projeto ocorre em 11 propriedades que reservam dois hectares para a experimenta\u00e7\u00e3o. O trabalho \u00e9 realizado em parceria com a prefeitura do munic\u00edpio, uma produtora multinacional de chocolate e o Sindicato de Produtores Rurais, que celebraram um acordo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica em vigor desde 2011. Em oito anos, os resultados provaram que a cabruca \u00e9 vi\u00e1vel do ponto de vista econ\u00f4mico e ambiental.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>\u201cNa verdade, \u00e9 um laborat\u00f3rio a c\u00e9u aberto. Uma das propriedades que estamos acompanhando tinha, no ano zero do projeto, uma produtividade de seis arrobas de cacau por hectare. Agora, em 2018, ela j\u00e1 alcan\u00e7ou 90 arrobas por hectare. N\u00f3s acompanhamos m\u00eas a m\u00eas e o agricultor se tornou um ponto de visita\u201d, disse Fernando Ribeiro, t\u00e9cnico da Ceplac que atua na organiza\u00e7\u00e3o dos produtores e no assessoramento ambiental.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<h3><strong>Impacto socioambiental<\/strong><\/h3>\n<p class>Praticamente 100% do manejo do cacaueiro \u00e9 manual e a maior parte da produ\u00e7\u00e3o no pa\u00eds \u00e9 praticada por agricultores familiares. Nas regi\u00f5es cacaueiras, 90% da produ\u00e7\u00e3o de cacau \u00e9 realizada por pequenos agricultores, que cultivam em \u00e1reas com poucos hectares.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p class>Na Bahia, as lavouras de cacau se estendem por uma \u00e1rea aproximada de 400 mil hectares, sendo que&nbsp;metade \u00e9 plantada no sistema conhecido como cabruca, no qual os cacaueiros s\u00e3o cultivados sob esp\u00e9cies nativas da Mata Atl\u00e2ntica.&nbsp;<\/p>\n<p>Para cultivar cacau na cabruca, o produtor baiano deve se submeter a uma extensa legisla\u00e7\u00e3o ambiental que imp\u00f5e v\u00e1rias restri\u00e7\u00f5es \u00e0 explora\u00e7\u00e3o da mata e s\u00f3 autoriza o manejo sob a condi\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>\u201cNo ambiente da cabruca tem as esp\u00e9cies nativas, as esp\u00e9cies ex\u00f3ticas e muitas delas oferecem frutos, tanto para os homens, quanto para os animais, ent\u00e3o, tem a prote\u00e7\u00e3o da fauna. A cabruca \u00e9 inserida nos intervalos entre os fragmentos nativos de mata atl\u00e2ntica e favorece a forma\u00e7\u00e3o de corredores ecol\u00f3gicos, ent\u00e3o, do ponto de vista ambiental, \u00e9 um sistema perfeito para conserva\u00e7\u00e3o\u201d, comenta Fernando Ribeiro, t\u00e9cnico da Ceplac que atua na organiza\u00e7\u00e3o dos produtores e no assessoramento ambiental.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O t\u00e9cnico relata que os cacauicultores buscam uma forma de ser recompensados pelo potencial de conserva\u00e7\u00e3o ambiental das lavouras de cacau. Eles reivindicam que os servi\u00e7os ambientais prestados pelo plantio do cacau possam ser convertidos em est\u00edmulo, por meio de algum fomento ou remunera\u00e7\u00e3o e pagamento.&nbsp;<\/p>\n<p>Sem incentivo e com dificuldades de manter o manejo especial, muitos produtores est\u00e3o abandonando a cabruca e transformado algumas \u00e1reas em pasto, atividade considerada mais rent\u00e1vel e com resultados mais r\u00e1pidos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/ywAAAAAAQABAAACAUwAOw==\" fifu-lazy=\"1\" fifu-data-sizes=\"auto\" fifu-data-srcset=\"https:\/\/i1.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pacote-tecnologico-da-ceplac-contribui-para-aumento-da-producao-de-cacau.jpg?ssl=1&w=75&resize=75&ssl=1 75w, https:\/\/i1.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pacote-tecnologico-da-ceplac-contribui-para-aumento-da-producao-de-cacau.jpg?ssl=1&w=100&resize=100&ssl=1 100w, https:\/\/i1.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pacote-tecnologico-da-ceplac-contribui-para-aumento-da-producao-de-cacau.jpg?ssl=1&w=150&resize=150&ssl=1 150w, https:\/\/i1.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pacote-tecnologico-da-ceplac-contribui-para-aumento-da-producao-de-cacau.jpg?ssl=1&w=240&resize=240&ssl=1 240w, https:\/\/i1.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pacote-tecnologico-da-ceplac-contribui-para-aumento-da-producao-de-cacau.jpg?ssl=1&w=320&resize=320&ssl=1 320w, https:\/\/i1.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pacote-tecnologico-da-ceplac-contribui-para-aumento-da-producao-de-cacau.jpg?ssl=1&w=500&resize=500&ssl=1 500w, https:\/\/i1.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pacote-tecnologico-da-ceplac-contribui-para-aumento-da-producao-de-cacau.jpg?ssl=1&w=640&resize=640&ssl=1 640w, https:\/\/i1.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pacote-tecnologico-da-ceplac-contribui-para-aumento-da-producao-de-cacau.jpg?ssl=1&w=800&resize=800&ssl=1 800w, https:\/\/i1.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pacote-tecnologico-da-ceplac-contribui-para-aumento-da-producao-de-cacau.jpg?ssl=1&w=1024&resize=1024&ssl=1 1024w, https:\/\/i1.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pacote-tecnologico-da-ceplac-contribui-para-aumento-da-producao-de-cacau.jpg?ssl=1&w=1280&resize=1280&ssl=1 1280w, https:\/\/i1.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pacote-tecnologico-da-ceplac-contribui-para-aumento-da-producao-de-cacau.jpg?ssl=1&w=1600&resize=1600&ssl=1 1600w\" fifu-data-src=\"https:\/\/i1.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pacote-tecnologico-da-ceplac-contribui-para-aumento-da-producao-de-cacau.jpg?ssl=1\" alt=\"No sistema conhecido como cabruca, os cacaueiros s\u00e3o cultivados sob esp\u00e9cies nativas da Mata Atl\u00e2ntica\" class=\"image-inline\" title=\"DSC_0012.JPG\"><\/p>\n<h3><strong>Coopera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>Dos 56 mil produtores de cacau da Bahia, 12 mil s\u00e3o assistidos pelos t\u00e9cnicos extensionistas da Ceplac. A institui\u00e7\u00e3o tem 49 escrit\u00f3rios locais de extens\u00e3o rural que atendem uma \u00e1rea que se espalha por mais de 100 munic\u00edpios. Grande parte dos cacauicultores desses munic\u00edpios ainda est\u00e1 endividada depois da crise provocada por in\u00fameros fatores, entre eles o ataque da praga \u201cvassoura-de- bruxa\u201d.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>\u201cA maioria dos produtores hoje tem os seus im\u00f3veis hipotecados no banco ou em n\u00edvel de d\u00edvida fiscal com o governo federal, o que impossibilita o acesso a novos cr\u00e9ditos para poder cuidar do cacau\u201d, disse M\u00e1rio Tavares, extensionista e assessor t\u00e9cnica da Ceplac.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O chefe do Centro de Pesquisa da Ceplac em Ilh\u00e9us, Raul Valle, destaca que investir no cacau da Bahia significa investir em uma \u00e1rea que abrange 3 milh\u00f5es de pessoas. \u201cCom toda a pesquisa e com toda a extens\u00e3o que n\u00f3s temos, o ICMS rural desses munic\u00edpios aumenta. Ent\u00e3o, estamos trabalhando em pesquisa e em extens\u00e3o para fazer as inova\u00e7\u00f5es e que se aumente o dinheiro circulando nesses munic\u00edpios\u201d, comentou Valle.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para garantir a continuidade do trabalho de extens\u00e3o rural e dos projetos de alta produtividade e qualidade do cacau, mesmo com a redu\u00e7\u00e3o do quadro de funcion\u00e1rios, a Ceplac tem feito acordo com munic\u00edpios para treinar os t\u00e9cnicos agr\u00edcolas vinculados \u00e0s secretarias de agricultura das prefeituras.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Um dos primeiros munic\u00edpios a adotar o modelo de extens\u00e3o da Ceplac foi Itabuna, munic\u00edpio rodeado por propriedades de cacau e institutos de pesquisa. Outros 30 munic\u00edpios da regi\u00e3o est\u00e3o formando um cons\u00f3rcio para criar uma c\u00e2mara t\u00e9cnica voltada para assist\u00eancia t\u00e9cnica rural (Ater).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>\u201cEntendemos que \u00e9 poss\u00edvel transferir o modelo de assist\u00eancia da Ceplac para os munic\u00edpios por interm\u00e9dio de uma pol\u00edtica p\u00fablica. Em Itabuna, por exemplo, tem um agr\u00f4nomo, cinco t\u00e9cnicos agr\u00edcolas, e a gente conseguiu efetivar algumas a\u00e7\u00f5es dentro dessa proposta de municipaliza\u00e7\u00e3o da Ater, porque uma das grandes dificuldades hoje \u00e9 levar o programa de alta produtividade de cacau para o campo\u201d, explicou Erlon Botelho, t\u00e9cnico da Associa\u00e7\u00e3o de Munic\u00edpios da Regi\u00e3o Cacaueira da Bahia (AMURC).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/ywAAAAAAQABAAACAUwAOw==\" fifu-lazy=\"1\" fifu-data-sizes=\"auto\" fifu-data-srcset=\"https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/pacote-tecnologico-da-ceplac-contribui-para-aumento-da-producao-de-cacau-1.jpg?ssl=1&w=75&resize=75&ssl=1 75w, 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