{"id":75496,"date":"2019-08-06T21:48:13","date_gmt":"2019-08-07T00:48:13","guid":{"rendered":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas\/"},"modified":"2019-08-06T21:48:13","modified_gmt":"2019-08-07T00:48:13","slug":"esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas\/","title":{"rendered":"Esclarecimentos sobre Registros de Defensivos Agr\u00edcolas"},"content":{"rendered":"<p>A ministra Tereza Cristina conversou com a imprensa nesta ter\u00e7a-feira (6) sobre o registro de defensivos agr\u00edcolas. Ao lado de Renato Porto, diretor da Anvisa, e Carolina Mariani, diretora do Ibama, e de secret\u00e1rios do Mapa e especialistas da Academia, a ministra esclareceu as principais quest\u00f5es envolvendo o tema. Confira algumas delas abaixo<\/p>\n<div property=\"rnews:articleBody\" readability=\"319.404794709\">\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o Minist\u00e9rio da Agricultura que examina o pedido de registros, mas tamb\u00e9m t\u00e9cnicos da Anvisa e do Ibama, que t\u00eam total autonomia<\/strong><br \/>Para serem registrados, os defensivos agr\u00edcolas devem ser avaliados e aprovados pelo Minist\u00e9rio da Agricultura quanto \u00e0 efici\u00eancia agron\u00f4mica, pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) quanto ao impacto para a sa\u00fade humana e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) quanto aos impactos ao meio ambiente. N\u00e3o h\u00e1 inger\u00eancia pol\u00edtica na an\u00e1lise e a avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica realizada pelos tr\u00eas \u00f3rg\u00e3os federais est\u00e1 alinhada \u00e0s melhores pr\u00e1ticas internacionais.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Nenhum registro concedido este ano come\u00e7ou a tramitar em 2019. Portanto, n\u00e3o pode<\/strong> <strong>ter sido avaliado apenas nos seis meses de governo Bolsonaro<\/strong><br \/>H\u00e1 todo um longo processo, anterior a 2019, que n\u00e3o pode ser ignorado: os pedidos de registro aguardam na fila em m\u00e9dia h\u00e1 quatro anos \u2013 e alguns h\u00e1 uma d\u00e9cada, apesar de a lei determinar prazo de 120 dias para resposta. Centenas de empresas conseguiram na Justi\u00e7a liminar para terem prioridade de atendimento nessa fila, que ainda acumula hoje mais de 2000 pedidos. Portanto, o governo n\u00e3o correu e nem bateu nenhum recorde: a atual m\u00e9dia mensal de concess\u00e3o de registro \u00e9 semelhante \u00e0 dos dois \u00faltimos anos, quando a Anvisa, sobretudo, passou a dar mais aten\u00e7\u00e3o \u00e0 fila dos defensivos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>O governo n\u00e3o libera agrot\u00f3xicos no mercado; ele concede registros para produtos industriais e formulados, que podem ou n\u00e3o chegar \u00e0s prateleiras<\/strong><br \/>Cerca de 48% de produtos formulados autorizados n\u00e3o foram efetivamente comercializados por decis\u00e3o das empresas detentoras dos registros. Nos \u00faltimos anos, diversas medidas desburocratizantes foram adotadas no \u00e2mbito dos tr\u00eas \u00f3rg\u00e3os federais envolvidos. Isso possibilitou um aumento significativo nos n\u00fameros de defensivos registrados. Dentre as a\u00e7\u00f5es que se destacam est\u00e1 a ado\u00e7\u00e3o do sistema informatizado SEI para gest\u00e3o de documentos no \u00e2mbito do Governo Federal, a cess\u00e3o de qu\u00edmicos da Embrapa ao Mapa para trabalhar na avalia\u00e7\u00e3o de equival\u00eancia qu\u00edmica para registro de produtos gen\u00e9ricos, a reorganiza\u00e7\u00e3o da Ger\u00eancia Geral de Toxicologia na Anvisa &#8211; fato que ocasionou um aumento de produtividade e o registro de produtos de menos t\u00f3xicos. Pela lei, nenhum produto atual pode ser registrado com toxicidade maior do que os existentes no mercado.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Dos 262 produtos registrados este ano, apenas 7 s\u00e3o novos, com dois novos ingredientes ativos (sulfoxaflor e florpirauxifen-benzil). Os demais s\u00e3o classificados como equivalentes, ou gen\u00e9ricos<\/strong><br \/>Pela lei, o governo \u00e9 obrigado a quebrar a patente de uma f\u00f3rmula quando seu prazo expira. Os produtos equivalentes s\u00e3o similares a produtos com patente j\u00e1 expirada e que foram registrados no passado, de uso seguro e comprovado n\u00e3o apenas pelos estudos apresentados aos \u00f3rg\u00e3os envolvidos, como pela comprova\u00e7\u00e3o emp\u00edrica de anos de utiliza\u00e7\u00e3o sem problemas verificados. Os gen\u00e9ricos constituem importante pol\u00edtica para a diminui\u00e7\u00e3o dos impactos do monop\u00f3lios e oligop\u00f3lios no mercado de determinados ingredientes ativos. Uma din\u00e2mica que beneficia a livre concorr\u00eancia e a competitividade da agricultura nacional. Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, foram quebradas 27 patentes de produtos registrados.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Mais da metade dos produtos registrados neste ano s\u00e3o ingredientes ativos para a ind\u00fastria<\/strong><br \/>Dos 262 produtos registrados em 2019, 136 s\u00e3o produtos t\u00e9cnicos, ou seja, destinados exclusivamente para o uso industrial. Outros 126 s\u00e3o produtos formulados, ou seja, aqueles que j\u00e1 est\u00e3o prontos para serem adquiridos pelos produtores rurais mediante a recomenda\u00e7\u00e3o de um engenheiro agr\u00f4nomo. Destes, 14 s\u00e3o produtos biol\u00f3gicos e\/ou org\u00e2nicos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Ao fazer a fila de registros andar, o governo trabalha para a moderniza\u00e7\u00e3o do uso de<\/strong> <strong>defensivos, inclusive com a aprova\u00e7\u00e3o de biodefensivos<\/strong><br \/>O Brasil tem atualmente 262 produtos de baixa toxicidade registrados, entre microbiol\u00f3gicos, semiqu\u00edmicos (ferom\u00f4nios) e produtos de agricultura org\u00e2nica, como os extratos vegetais. O registro de biol\u00f3gicos no Mapa se intensificou a partir de 2015. S\u00f3 em 2018, foram registrados 52 produtos, recorde desde 1991, quando foi liberado o primeiro controle biol\u00f3gico no pa\u00eds. Neste ano, j\u00e1 foram registrados 14 produtos desse tipo. A produ\u00e7\u00e3o de produtos biol\u00f3gicos para o controle de pragas e doen\u00e7as agr\u00edcolas cresceu mais de 70% no \u00faltimo ano no Brasil. Os biodefensivos s\u00e3o usados pela agricultura org\u00e2nica. O objetivo de fazer a fila andar no Brasil \u00e9 justamente aprovar novas mol\u00e9culas, menos t\u00f3xicas e ambientalmente corretas, e assim substituir os produtos mais antigos. Como j\u00e1 dito, a lei n\u00e3o permite que se registrem produtos mais t\u00f3xicos do que os j\u00e1 existentes no mercado.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 correto comparar todos os defensivos que s\u00e3o utilizados na Europa, por exemplo, com os produtos usados no Brasil<\/strong><br \/>O registro ou n\u00e3o de um agrot\u00f3xico depende das pragas presentes em cada territ\u00f3rio e das culturas que l\u00e1 s\u00e3o cultivadas. Cada pa\u00eds tem suas pr\u00f3prias diretrizes sobre registro de produtos, dependendo das condi\u00e7\u00f5es agron\u00f4micas. Por isso, n\u00e3o \u00e9 correto comparar todos os defensivos que s\u00e3o utilizados na Europa, por exemplo, com os produtos usados no Brasil.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Um pa\u00eds onde n\u00e3o se cultiva banana n\u00e3o tem necessidade de registrar um agrot\u00f3xico para controle da broca-do-rizoma, por exemplo. A Europa n\u00e3o precisa do herbicida lactofen para a prote\u00e7\u00e3o da soja, pois a produ\u00e7\u00e3o do gr\u00e3o \u00e9 considerada irris\u00f3ria.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ainda assim, a imensa maioria dos agroqu\u00edmicos utilizados aqui s\u00e3o igualmente empregados na Europa, nos Estados Unidos e na China. O Brasil observa todas as normas, estudos e refer\u00eancias internacionais.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>O consumo de defensivos no Brasil \u00e9 influenciado pela ocorr\u00eancia de duas ou tr\u00eas safras ao ano (cultivos de inverno e safrinha)<\/strong><br \/>Por causa disso, aqui \u00e9 preciso usar defensivos para o controle de pragas mesmo em safras de inverno e na safrinha, pois n\u00e3o h\u00e1 quebra do ciclo de reprodu\u00e7\u00e3o, em fun\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es tropicais da agricultura brasileira. J\u00e1 em regi\u00f5es de clima temperado, as pragas s\u00e3o inativadas nos per\u00edodos de frio. Os pesticidas s\u00e3o ferramentas essenciais para o controle efetivo das pragas na agricultura e garantia da sanidade das planta\u00e7\u00f5es. Seu uso em prescri\u00e7\u00e3o e dosagem correta \u00e9 eficaz num pa\u00eds onde as altas m\u00e9dias de umidade e temperatura, aliados aos cultivos extensivos, favorecem a multiplica\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o de pragas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong><a title href=\"http:\/\/www.agricultura.gov.br\/noticias\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas\/releasedefensivosagrcolas.pdf\" class=\"internal-link\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&gt;&gt; Veja aqui arquivo em PDF<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>As mais desafiadoras pragas foram vencidas no Brasil com manejo integrado de<\/strong> <strong>agroqu\u00edmicos, biodefensivos e pr\u00e1ticas consagradas, como rota\u00e7\u00e3o de cultura<br \/><\/strong>Foi assim, utilizando a ci\u00eancia, que enfrentamos pragas e doen\u00e7as, a saber:<br \/><strong>Vassoura de bruxa<\/strong> &#8211; nome popularizado por uma novela. Atacou a cultura do cacau no Brasil, recuperada com o uso de fungicida e biodefensivo<br \/><strong>Sigatoka Negra<\/strong> &#8211; atacou a bananeira e foi combatida com controle qu\u00edmico, biol\u00f3gico e melhoramento gen\u00e9tico<br \/><strong>Vespa-da-Madeira<\/strong> \u2013 pinus \u2013 controle biol\u00f3gico<br \/><strong>Bicudo-do-Algodoeiro<\/strong> \u2013 algod\u00e3o \u2013 controle qu\u00edmico e cultural. (Controle cultural significa: Mobiliza\u00e7\u00e3o do solo, rota\u00e7\u00e3o de cultura, aduba\u00e7\u00e3o, altera\u00e7\u00e3o da \u00e9poca de plantio, poda ou desbaste, irriga\u00e7\u00e3o ou drenagem, destrui\u00e7\u00e3o de hospedeiros alternativos, uso de barreiras e destrui\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica)<br \/><strong>Ferrugem-da-soja<\/strong> \u2013 soja \u2013 controle qu\u00edmico e cultural<br \/><strong>Helicoverpa arm\u00edgera<\/strong> \u2013 soja, algod\u00e3o, milho, feij\u00e3o e diversas outras culturas \u2013 controle qu\u00edmico e biol\u00f3gico<br \/><strong>Cancro c\u00edtrico<\/strong> \u2013 citros \u2013 controle cultural, qu\u00edmico e biol\u00f3gico<br \/><strong>Mosca das frutas<\/strong> \u2013 manga, citros, goiaba, p\u00eassego, etc. \u2013 controle qu\u00edmico e biol\u00f3gico<br \/><strong>Mosca da Carambola<\/strong> \u2013 diversas culturas \u2013 restrita aos Estados do AP, RR e algumas \u00e1reas do PA \u2013 em erradica\u00e7\u00e3o com uso de controle qu\u00edmico e cultural<\/p>\n<p><strong>Apesar do aumento do n\u00famero de registros de defensivos agr\u00edcolas no pa\u00eds que vem acontecendo nos \u00faltimos anos, a venda desses produtos registrou redu\u00e7\u00e3o no per\u00edodo<\/strong><br \/>De 2016 para 2017, o n\u00famero de registros de defensivos passou de 277 para 405, segundo dados do Minist\u00e9rio da Agricultura. No mesmo per\u00edodo, o valor total das vendas de ingredientes ativos no pa\u00eds caiu de 541.861,09 toneladas para 539.944,95 toneladas, de acordo com o Boletim Anual de Produ\u00e7\u00e3o, Importa\u00e7\u00e3o, Exporta\u00e7\u00e3o e Vendas de Agrot\u00f3xicos no Brasil, elaborado pelo Ibama. Os agricultores querem usar cada vez menos defensivos em suas planta\u00e7\u00f5es, pois eles s\u00e3o caros e representam at\u00e9 30% do custo de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/ywAAAAAAQABAAACAUwAOw==\" fifu-lazy=\"1\" fifu-data-sizes=\"auto\" fifu-data-srcset=\"https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas.jpg?ssl=1&w=75&resize=75&ssl=1 75w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas.jpg?ssl=1&w=100&resize=100&ssl=1 100w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas.jpg?ssl=1&w=150&resize=150&ssl=1 150w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas.jpg?ssl=1&w=240&resize=240&ssl=1 240w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas.jpg?ssl=1&w=320&resize=320&ssl=1 320w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas.jpg?ssl=1&w=500&resize=500&ssl=1 500w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas.jpg?ssl=1&w=640&resize=640&ssl=1 640w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas.jpg?ssl=1&w=800&resize=800&ssl=1 800w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas.jpg?ssl=1&w=1024&resize=1024&ssl=1 1024w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas.jpg?ssl=1&w=1280&resize=1280&ssl=1 1280w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas.jpg?ssl=1&w=1600&resize=1600&ssl=1 1600w\" fifu-data-src=\"https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas.jpg?ssl=1\" alt class=\"image-inline\" title><\/p>\n<p><strong>Segundo a FAO, o uso relativo de defensivos no Brasil \u00e9 menor que o de muitos pa\u00edses da Europa<\/strong><br \/>O Brasil aparece em 44\u00ba posi\u00e7\u00e3o em um ranking da FAO sobre uso de defensivos agr\u00edcolas. Segundo os dados da entidade, o consumo relativo no pa\u00eds foi de 4,31 quilos de defensivos por hectare cultivado em 2016. Entre os pa\u00edses europeus que utilizam mais defensivos que o Brasil, aparecem Pa\u00edses Baixos (9,38 kg\/ha), B\u00e9lgica (6,89 kg\/ha), It\u00e1lia (6,66 kg\/ha), Montenegro (6,43 kg\/ha), Irlanda (5,78 kg\/ha), Portugal (5,63 kg\/ha), Su\u00ed\u00e7a (5,07 kg\/ha) e Eslov\u00eania (4,86 kg\/ha).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Sob o crit\u00e9rio de consumo de defensivos em fun\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, o Brasil aparece em 58\u00ba lugar, com uso de 0,28 quilos de defensivo por tonelada de produtos agr\u00edcolas. No balan\u00e7o, foram utilizados os valores de produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, fibras, frutas, pulses, ra\u00edzes e nozes e o consumo total de defensivos dispon\u00edveis no portal de estat\u00edsticas da FAO. Nesse ranking, est\u00e3o na frente do Brasil pa\u00edses como Portugal (0,66), It\u00e1lia (0,44), Eslov\u00eania (0,36), Espanha (0,35), Su\u00ed\u00e7a (0,34), Pa\u00edses<br \/>Baixos (0,29) e Gr\u00e9cia (0,30). Em 59\u00ba lugar aparece a Fran\u00e7a, com uso de 0,26 quilos de defensivos por tonelada de produtos agr\u00edcolas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/ywAAAAAAQABAAACAUwAOw==\" fifu-lazy=\"1\" fifu-data-sizes=\"auto\" fifu-data-srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas-1.jpg?ssl=1&w=75&resize=75&ssl=1 75w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas-1.jpg?ssl=1&w=100&resize=100&ssl=1 100w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas-1.jpg?ssl=1&w=150&resize=150&ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas-1.jpg?ssl=1&w=240&resize=240&ssl=1 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas-1.jpg?ssl=1&w=320&resize=320&ssl=1 320w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas-1.jpg?ssl=1&w=500&resize=500&ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas-1.jpg?ssl=1&w=640&resize=640&ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas-1.jpg?ssl=1&w=800&resize=800&ssl=1 800w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas-1.jpg?ssl=1&w=1024&resize=1024&ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas-1.jpg?ssl=1&w=1280&resize=1280&ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas-1.jpg?ssl=1&w=1600&resize=1600&ssl=1 1600w\" fifu-data-src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas-1.jpg?ssl=1\" alt class=\"image-inline\" title><\/p>\n<p><strong>Os alimentos produzidos no Brasil s\u00e3o seguros quanto aos res\u00edduos de defensivos<\/strong><br \/>As recomenda\u00e7\u00f5es de defensivos t\u00eam uma base cient\u00edfica que utiliza fatores de seguran\u00e7a rigorosos para avalia\u00e7\u00e3o dos riscos \u00e0 sa\u00fade dos agricultores e dos consumidores. Nossos alimentos s\u00e3o testados e aprovados. Quando h\u00e1 res\u00edduos, est\u00e3o muito abaixo do que \u00e9 permitido pelos c\u00f3digos internacionais. Os alimentos produzidos no Brasil s\u00e3o exportados para 160 pa\u00edses, e testados tanto na sa\u00edda do Brasil quanto na entrada em outros pa\u00edses.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>No relat\u00f3rio do Programa de An\u00e1lise de Res\u00edduos de Agrot\u00f3xicos em Alimentos (PARA), da Anvisa, realizado entre 2013 e 2015, das 12.051 coletas de 25 alimentos frescos, detectou-se 134 amostras com \u201cpotencial risco agudo\u201d para a sa\u00fade humana, o que representa um \u00edndice de 1,1% das amostras. Em breve ser\u00e3o divulgados novos resultados do PARA.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Est\u00e1 sendo implementada a rastreabilidade dos alimentos, que detalhar\u00e1 inclusive o uso de defensivos. \u00c9 uma exig\u00eancia que teremos de cumprir para o mercado interno e externo, valendo inclusive para hortali\u00e7as e frutas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>O RASFF (Rapid Alert System for Food and Feed), usado pela Europa para identificarres\u00edduos nos alimentos, s\u00f3 fez duas notifica\u00e7\u00f5es ao Brasil em 2019<\/strong><br \/>Neste ano, o Brasil teve duas notifica\u00e7\u00f5es do Rasff por res\u00edduos agroqu\u00edmicos. De 1999 at\u00e9 hoje foram 75 notifica\u00e7\u00f5es, sendo que o maior n\u00famero ocorreu em 2015, com 13 reclama\u00e7\u00f5es, que caiu para sete em 2016. De 2017 at\u00e9 hoje, somamos 5 notifica\u00e7\u00f5es.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>O compromisso do Minist\u00e9rio da Agricultura \u00e9 com o alimento seguro, sem opor<\/strong> <strong>convencional a org\u00e2nico, mas a agricultura em larga escala hoje depende dos<\/strong> <strong>defensivos.<\/strong><br \/>O Minist\u00e9rio da Agricultura incentiva os org\u00e2nicos. Em menos de uma d\u00e9cada, o n\u00famero de produtores rurais org\u00e2nicos registrados no Brasil triplicou. O mercado de org\u00e2nicos faturou no ano&nbsp;passado R$ 4 bilh\u00f5es, resultado 20% maior do que o registrado em 2017. O Minist\u00e9rio da Agricultura acabou de assinar um acordo com o Chile para exporta\u00e7\u00e3o de org\u00e2nicos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para estimular a produ\u00e7\u00e3o e o consumo de biodefensivos e outros insumos biol\u00f3gicos, foi criado neste primeiro semestre o Programa Nacional de Insumos para a Agricultura Org\u00e2nica, o Bioinsumos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Mas hoje, sem o uso de pesticidas, o pre\u00e7o dos alimentos subiria muito, devido \u00e0 baixa produtividade. Dados da ONU mostram que, se n\u00e3o existissem os defensivos agr\u00edcolas, cerca de 40% do que \u00e9 produzido de alimentos atualmente seria perdido devido a pragas e doen\u00e7as, encarecendo os pre\u00e7os dos existentes e diminuindo o acesso das pessoas aos produtos. Os org\u00e2nicos ainda s\u00e3o itens mais caros, produzidos em baixa escala.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Os casos de contamina\u00e7\u00e3o ocorrem principalmente na aplica\u00e7\u00e3o sem cuidados dos<\/strong> <strong>defensivos<\/strong>. <strong>Todos os casos devem ser investigados e tomadas as provid\u00eancias.<\/strong><br \/>O governo vai preparar uma medida legislativa para aumentar a fiscaliza\u00e7\u00e3o e a capacita\u00e7\u00e3o dos agricultores para a aplica\u00e7\u00e3o de defensivos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Infelizmente, ainda ocorre contamina\u00e7\u00e3o na hora da aplica\u00e7\u00e3o e \u00e9 aqui que precisamos, sobretudo com os pequenos produtores, redobrar os cuidados, exigir o uso de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o, verificar o receitu\u00e1rio e ampliar a fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Essa \u00e9 uma tarefa dos Estados, mas que preocupa o governo federal. \u00c9 inaceit\u00e1vel que agricultores ainda arrisquem sua sa\u00fade ao realizar seu trabalho. \u00c9 inaceit\u00e1vel tamb\u00e9m que a natureza sofra danos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O Brasil j\u00e1 baniu v\u00e1rios produtos que se confirmaram t\u00f3xicos e nocivos; reavalia alguns hoje em consulta p\u00fablica, como o glifosato, que \u00e9 o herbicida mais usado em todo o mundo, e ir\u00e1 retirar outros do mercado em 2020, como o paraquat, conforme j\u00e1 informado pela Anvisa.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>O uso do Sulfoxaflor no Brasil dever\u00e1 seguir as orienta\u00e7\u00f5es estabelecidas pelo Ibama<\/strong> <strong>para a mitiga\u00e7\u00e3o de risco para insetos polinizadores<\/strong><br \/>Como, por exemplo, a restri\u00e7\u00e3o de aplica\u00e7\u00e3o em per\u00edodos de flora\u00e7\u00e3o das culturas, o estabelecimento de dosagens m\u00e1ximas do produto e de dist\u00e2ncias m\u00ednimas de aplica\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 bordadura para a prote\u00e7\u00e3o de abelhas n\u00e3o-apis. Essas restri\u00e7\u00f5es constam na rotulagem dos produtos e s\u00e3o estabelecidas de acordo com cada ingrediente e cultura.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O sulfoxaflor \u00e9 registrado em 82 pa\u00edses, incluindo Estados Unidos, que h\u00e1 duas semanas prolongou a validade do registro da mol\u00e9cula, e pa\u00edses da Europa. Al\u00e9m disso, do ponto de vista da sa\u00fade humana, est\u00e1 entre os inseticidas 20% menos t\u00f3xicos hoje aprovados.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es \u00e0 imprensa:<\/strong><br \/><span>Coordena\u00e7\u00e3o-geral de Comunica\u00e7\u00e3o Social<br \/>imprensa@agricultura.gov.br<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/www.agricultura.gov.br\/noticias\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mais em http:\/\/www.agricultura.gov.br\/noticias\/esclarecimentos-sobre-registros-de-defensivos-agricolas<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ministra Tereza Cristina conversou com a imprensa nesta ter\u00e7a-feira (6) sobre o registro de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[727],"tags":[],"class_list":["post-75496","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","wpcat-727-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75496","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=75496"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75496\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=75496"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=75496"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=75496"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}