{"id":78727,"date":"2020-08-03T20:43:51","date_gmt":"2020-08-03T23:43:51","guid":{"rendered":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/2020\/08\/cba-2020-manutencao-da-competitividade-do-agro-brasileiro-depende-da-uniao-da-tecnologia-sustentabilidade-e-seguranca-alimentar\/"},"modified":"2020-08-03T20:43:51","modified_gmt":"2020-08-03T23:43:51","slug":"cba-2020-manutencao-da-competitividade-do-agro-brasileiro-depende-da-uniao-da-tecnologia-sustentabilidade-e-seguranca-alimentar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/2020\/08\/cba-2020-manutencao-da-competitividade-do-agro-brasileiro-depende-da-uniao-da-tecnologia-sustentabilidade-e-seguranca-alimentar\/","title":{"rendered":"CBA 2020: Manuten\u00e7\u00e3o da competitividade do agro brasileiro depende da uni\u00e3o da tecnologia, sustentabilidade e seguran\u00e7a alimentar"},"content":{"rendered":"<div><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/ywAAAAAAQABAAACAUwAOw==\" fifu-lazy=\"1\" fifu-data-sizes=\"auto\" fifu-data-srcset=\"https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cba-2020-manutencao-da-competitividade-do-agro-brasileiro-depende-da-uniao-da-tecnologia-sustentabilidade-e-seguranca-alimentar.png?ssl=1&w=75&resize=75&ssl=1 75w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cba-2020-manutencao-da-competitividade-do-agro-brasileiro-depende-da-uniao-da-tecnologia-sustentabilidade-e-seguranca-alimentar.png?ssl=1&w=100&resize=100&ssl=1 100w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cba-2020-manutencao-da-competitividade-do-agro-brasileiro-depende-da-uniao-da-tecnologia-sustentabilidade-e-seguranca-alimentar.png?ssl=1&w=150&resize=150&ssl=1 150w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cba-2020-manutencao-da-competitividade-do-agro-brasileiro-depende-da-uniao-da-tecnologia-sustentabilidade-e-seguranca-alimentar.png?ssl=1&w=240&resize=240&ssl=1 240w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cba-2020-manutencao-da-competitividade-do-agro-brasileiro-depende-da-uniao-da-tecnologia-sustentabilidade-e-seguranca-alimentar.png?ssl=1&w=320&resize=320&ssl=1 320w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cba-2020-manutencao-da-competitividade-do-agro-brasileiro-depende-da-uniao-da-tecnologia-sustentabilidade-e-seguranca-alimentar.png?ssl=1&w=500&resize=500&ssl=1 500w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cba-2020-manutencao-da-competitividade-do-agro-brasileiro-depende-da-uniao-da-tecnologia-sustentabilidade-e-seguranca-alimentar.png?ssl=1&w=640&resize=640&ssl=1 640w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cba-2020-manutencao-da-competitividade-do-agro-brasileiro-depende-da-uniao-da-tecnologia-sustentabilidade-e-seguranca-alimentar.png?ssl=1&w=800&resize=800&ssl=1 800w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cba-2020-manutencao-da-competitividade-do-agro-brasileiro-depende-da-uniao-da-tecnologia-sustentabilidade-e-seguranca-alimentar.png?ssl=1&w=1024&resize=1024&ssl=1 1024w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cba-2020-manutencao-da-competitividade-do-agro-brasileiro-depende-da-uniao-da-tecnologia-sustentabilidade-e-seguranca-alimentar.png?ssl=1&w=1280&resize=1280&ssl=1 1280w, https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cba-2020-manutencao-da-competitividade-do-agro-brasileiro-depende-da-uniao-da-tecnologia-sustentabilidade-e-seguranca-alimentar.png?ssl=1&w=1600&resize=1600&ssl=1 1600w\" fifu-data-src=\"https:\/\/i3.wp.com\/www.truckbrasil.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cba-2020-manutencao-da-competitividade-do-agro-brasileiro-depende-da-uniao-da-tecnologia-sustentabilidade-e-seguranca-alimentar.png?ssl=1\" class=\"ff-og-image-inserted\"><\/div>\n<p>O agroneg\u00f3cio brasileiro \u00e9 altamente competitivo mundialmente por diversos motivos, entre os quais, o uso da tecnologia em toda a cadeia produtiva, as quest\u00f5es naturais, com solo f\u00e9rtil, clima favor\u00e1vel e \u00e1gua em abund\u00e2ncia, a estrutura de financiamento que possibilita o cr\u00e9dito para todos os produtores, e principalmente, as pessoas que trabalham para o segmento no Brasil, que buscam atender as demandas por alimento no pa\u00eds e no mundo. Mas, para manter essa competitividade, o agro precisa mostrar para as sociedades globais que a sustentabilidade ambiental \u00e9 prioridade no setor, assim como sua capacidade de garantir a seguran\u00e7a alimentar e do pr\u00f3prio alimento.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<div readability=\"373.844914401\">\n<p>Essa foi uma das conclus\u00f5es do&nbsp;<strong>Congresso Brasileiro do Agroneg\u00f3cio (CBA)<\/strong>, um dos eventos mais relevantes do universo do agro nacional, que aconteceu nesta segunda-feira, dia 3 de agosto, em formato totalmente virtual, e reuniu mais de 8000 participantes que puderam acompanhar importantes debates para o desenvolvimento do agro no pa\u00eds. O tema central do encontro promovido pela&nbsp;<strong>Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Agroneg\u00f3cio (ABAG)<\/strong>&nbsp;e pela&nbsp;<strong>B3, a bolsa do Brasil<\/strong>, foi&nbsp;<em>Li\u00e7\u00f5es para o Futuro<\/em>.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Marcello Brito<\/strong>, presidente do Conselho Diretor da&nbsp;<strong>ABAG<\/strong>, afirmou em seu discurso na solenidade de abertura que o per\u00edodo p\u00f3s-Covid 19 j\u00e1 mostra os sinais de uma realidade que priorizar\u00e1 a sa\u00fade, a sanidade e a sustentabilidade. \u201cTamb\u00e9m na esteira da sa\u00fade a luta contra a polui\u00e7\u00e3o, que em s\u00edntese tende a acelerar no mundo a economia verde, de baixo carbono na l\u00f3gica da economia circular. Isso abre ao Brasil e ao mundo portas oportunas de um novo paradigma de desenvolvimento, numa vis\u00e3o moderna e socialmente mais justa e integrativa\u201d.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A ministra da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento,&nbsp;<strong>Tereza Cristina<\/strong>, ressaltou que o Brasil \u00e9 uma pot\u00eancia no agro, mas tamb\u00e9m na \u00e1rea ambiental, porque consegue desenvolver e preservar de forma constante e cont\u00ednua. \u201cEstamos batendo recordes nas safras de gr\u00e3os, melhorando nossa pecu\u00e1ria, diversificando nossos produtos, ao mesmo tempo, diminuindo o uso da terra e aumentando a produtividade\u201d, disse. Ela ainda acrescentou a import\u00e2ncia da tecnologia desenvolvida no pa\u00eds, a partir da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria), que \u00e9 voltada para o solo e o clima tropical do pa\u00eds. E, isso contribui para o abastecimento de mais de 200 pa\u00edses e a abertura apenas neste ano de 70 mercados. \u201cTeremos um mundo mais exigente em sanidade, em sustentabilidade. Assim, temos que exercitar a sustentabilidade, aquilo que sabemos fazer. Por isso, neste ano, quando est\u00e1vamos construindo o Plano Safra, fizemos a quest\u00e3o de inserir recursos para os diversos programas que priorizam a sustentabilidade\u201d.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O ex-ministro da Agricultura,&nbsp;<strong>Roberto Rodrigues<\/strong>, atual&nbsp;coordenador do&nbsp;GVagro&nbsp;da FGV, resumiu o debate do Congresso Brasileiro do Agroneg\u00f3cio, afirmando que a pandemia agilizou o processo tecnol\u00f3gico e cient\u00edfico, visto pela maior conectividade e digitaliza\u00e7\u00e3o. \u201cO evento convergiu para dois temas centrais: a seguran\u00e7a alimentar e do alimento e a sustentabilidade\u201d, disse.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>No caso do primeiro tema, o mundo vai proteger a agricultura, podendo criar mecanismos de protecionismo que podem perturbar o com\u00e9rcio global. \u201cPrecisamos ficar atentos\u201d, ressaltou. J\u00e1 o segundo aspecto, Rodrigues avaliou a import\u00e2ncia de eliminar a divis\u00e3o entre produtores e ambientalistas. \u201cO C\u00f3digo Florestal \u00e9 fundamental para todos n\u00f3s. Ele n\u00e3o prejudicou nem auxiliou excessivamente nenhum dos dois lados. Precisamos acabar com essa diferen\u00e7a, por meio da ci\u00eancia, tecnologia, racionalidade e pol\u00edtica. O Brasil tem potencial agr\u00edcola e ambiental e elas precisam estar unidas, serem \u00fanicas, caminhando nessa dire\u00e7\u00e3o. Ou seja, garantindo a seguran\u00e7a alimentar com sustentabilidade\u201d.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O ministro da Infraestrutura,&nbsp;<strong>Tarc\u00edsio Gomes de Freitas<\/strong>, refor\u00e7ou na solenidade de abertura do Congresso Brasileiro do Agroneg\u00f3cio as a\u00e7\u00f5es da pasta para melhorar a infraestrutura, possibilitando uma melhor e maior escoamento da safra. Entre as iniciativas est\u00e3o: o aumento da oferta ferrovi\u00e1ria, com investimentos de R$ 40 bilh\u00f5es nos pr\u00f3ximos anos, objetivando dobrar a matriz. A desestatiza\u00e7\u00e3o de portos para aumentar a capacidade portu\u00e1ria e melhorar o embarque dos produtos; e a amplia\u00e7\u00e3o da pavimenta\u00e7\u00e3o de rodovias nacionais. Todas as essas a\u00e7\u00f5es, segundo o ministro, v\u00e3o permitir, por exemplo, ter uma repercuss\u00e3o no frete pago pelo setor. Em m\u00e9dia, neste ano, houve uma queda de 13% no custo do frete.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>J\u00e1 o CEO da<strong>&nbsp;B3<\/strong>,&nbsp;<strong>Gilson Finkelsztain<\/strong>, falou sobre o momento \u00edmpar vivenciado pela estabilidade econ\u00f4mica, manuten\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o sob controle e dos juros baixos. A B3 tem a miss\u00e3o de desenvolver o mercado e a economia, oferecendo ferramentas de gest\u00e3o de risco e de cr\u00e9dito. \u201cAssim, estamos levando o setor financeiro para o campo. Continuamos dedicados em ampliar o setor no mercado financeiro para que ele reflita de fato o agro nacional\u201d, disse o CEO, que comentou sobre o trabalho que est\u00e1 sendo realizado pela B3 para o lan\u00e7amento de um contrato de soja futuro, que ser\u00e1 acess\u00edvel ao produtor rural, cooperativas e traders globais.&nbsp; A abertura do evento tamb\u00e9m contou com os pronunciamentos do secret\u00e1rio da Agricultura e Abastecimento do Estado de S\u00e3o Paulo,&nbsp;<strong>Gustavo Junqueira<\/strong>, do deputado Federal e do presidente da Frente Parlamentar da Agropecu\u00e1ria,<strong>&nbsp;Alceu Moreira.<\/strong><\/p>\n<h5><span><strong>ABAG neutraliza emiss\u00f5es de gases de efeito estufa<\/strong><\/span><\/h5>\n<p>Durante a abertura do Congresso Brasileiro do Agroneg\u00f3cio,&nbsp;<strong>Marcello Brito<\/strong>&nbsp;ainda anunciou que a ABAG \u00e9 a primeira associa\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio em n\u00edvel mundial a neutralizar todas as suas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa em 2019. Essa a\u00e7\u00e3o in\u00e9dita, pioneira e inovadora foi poss\u00edvel devido ao novo ativo ambiental do agroneg\u00f3cio brasileiro, os CBios, cr\u00e9ditos de descarboniza\u00e7\u00e3o criados em nossa Pol\u00edtica Nacional de Biocombust\u00edveis (Renovabio).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A neutraliza\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es da ABAG foi feita pela Block C, um ecossistema de gest\u00e3o e rastreabilidade de emiss\u00f5es baseado em tecnologia Blockchain. \u201cN\u00e3o se trata apenas de fazer o c\u00e1lculo, auditar as informa\u00e7\u00f5es, e adquirir os cr\u00e9ditos. Nesta empreitada, a Block C e a ABAG contaram com \u201cvontade boa\u201d de demonstrar esta inova\u00e7\u00e3o por todos os atores na cadeia. A SGS na auditoria, a StoneX na estrutura\u00e7\u00e3o, a B3, nossa parceira nesse congresso, no registro do ativo\u201d, disse Brito. Foram comprados e retirados de circula\u00e7\u00e3o 55 CBios (cada um equivalente a 1 tonelada de carbono de emiss\u00e3o evitada com a substitui\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis por renov\u00e1veis). O pre\u00e7o m\u00e9dio ficou em R$ 22.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para ele, este \u00e9, sem d\u00favida, um exemplo de empresas e setores que est\u00e3o comprometidos com o agroneg\u00f3cio de impacto positivo e contribuindo para a sociedade. \u201cEsperamos que esse pequeno gesto econ\u00f4mico, seja um gesto gigante no exemplo e na dissemina\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es mitigadoras das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e um novo mercado para os CBIOs. Essa a\u00e7\u00e3o somente acontece quando se re\u00fane protagonismo, legalidade e ci\u00eancia\u201d, concluiu.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<h5><span><strong>Li\u00e7\u00f5es para o futuro<\/strong><\/span><\/h5>\n<p>No painel&nbsp;<em>O Agro e A Nova Din\u00e2mica Econ\u00f4mica, Social e Ambiental do&nbsp;<\/em>Congresso Brasileiro do Agroneg\u00f3cio<em>,&nbsp;<\/em><strong>Celso Luiz Moretti<\/strong>, presidente da EMBRAPA, trouxe tend\u00eancias para o futuro do agroneg\u00f3cio, como a presen\u00e7a da digitaliza\u00e7\u00e3o e da conectividade no campo, a bieconomia, a edi\u00e7\u00e3o gen\u00f4mica das plantas, os sistemas integrados, com destaque ao iLPF (Integra\u00e7\u00e3o-Lavoura-Pecu\u00e1ria e Floresta), sanidade e seguran\u00e7a do alimento e a sustentabilidade dos sistemas produtivos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Para Jos\u00e9 Roberto Mendon\u00e7a de Barros<\/strong>, s\u00f3cio diretor da MB Associados, o p\u00f3s-pandemia acentuar\u00e1&nbsp; tend\u00eancias que j\u00e1 eram percept\u00edveis. \u201cO que garante o sucesso do agro \u00e9 o desenvolvimento tecnol\u00f3gico e sustent\u00e1vel. Para aumentar a produ\u00e7\u00e3o, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio queimar nenhum hectare de terra. O que foi dito pelo presidente da Embrapa sobre as tend\u00eancias mostra que o Brasil est\u00e1 alinhado a uma agenda mundial. O agro brasileiro \u00e9 o mais competitivo do mundo sem subs\u00eddio. O que inaceit\u00e1vel \u00e9 o que vem acontecendo com a Amaz\u00f4nia. \u00c9 preciso ter zero leni\u00eancia com o que \u00e9 ilegal. N\u00e3o pode haver desmate ilegal\u201d.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Nesse sentido,&nbsp;<strong>Andr\u00e9 Guimar\u00e3es<\/strong>, diretor Executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia IPAM e facilitador da Coaliz\u00e3o Brasil, Clima, Florestas e Agricultura, afirmou que \u00e9 preciso reconstruir a reputa\u00e7\u00e3o brasileira, mostrando ao mundo que todos os setores est\u00e3o unidos \u2013 produtor rural, ambientalista, governo, academia e setor privado. Para isso, \u00e9 preciso explicar que o meio ambiente n\u00e3o \u00e9 externalidade para o agro, mas um aspecto intr\u00ednseco para o setor. Com isso, ser\u00e1 poss\u00edvel atrair investimento para produzir ainda mais com tecnologia e sustentabilidade.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Segundo ele, o meio ambiente precisar ser considerado um ativo, que a preserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia \u00e9 um investimento. Para isso, a ci\u00eancia precisar trabalhar mais fortemente para entender a dimens\u00e3o da implica\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica em n\u00edvel regional e assim mostrar, por exemplo, como a chuva que a Amaz\u00f4nia produz impacto o cerrado. \u201cTemos que buscar o lado da harmoniza\u00e7\u00e3o, da produ\u00e7\u00e3o e da conserva\u00e7\u00e3o ambiental do Brasil para adquirir a reputa\u00e7\u00e3o perdida e pavimentar o futuro da agricultura. Precisaremos de tecnologia, de muita floresta e de servi\u00e7os ambientais\u201d.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Luiz Felipe Pond\u00e9<\/strong>, fil\u00f3sofo e colunista da Folha de S\u00e3o Paulo, concordou com a vis\u00e3o de Guimar\u00e3es sobre o meio ambiente como um ativo e como a tem\u00e1tica relacionada \u00e0 sustentabilidade ambiental precisa se impor. Ele ponderou que \u00e9 preciso usar a ci\u00eancia justamente nesse caso, ou seja, de tornar mais claro o entendimento de que o meio ambiente \u00e9 importante e precisa ser visto como um ativo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<h5><span><strong>Humanizar o agro<\/strong><\/span><\/h5>\n<p>Para trazer essa mudan\u00e7a na reputa\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio, mostrar ao mundo quem faz o agroneg\u00f3cio brasileiro \u00e9 imprescind\u00edvel. O Embaixador do Brasil junto \u00e0 Uni\u00e3o Europeia,&nbsp;<strong>Marcos Galv\u00e3o<\/strong>, enfatizou em seu depoimento no painel&nbsp;<em>O Agro Brasileiro e a Crise Global<\/em>&nbsp;que, al\u00e9m das tr\u00eas quest\u00f5es apontadas como prioridade pela presidente do&nbsp;Banco Central Europeu&nbsp;(BCE), Christine&nbsp;Lagarde: centralidade da quest\u00e3o ambiental e do clima, a digitaliza\u00e7\u00e3o da economia e no dia a dia das pessoas e a valoriza\u00e7\u00e3o da proximidade, \u00e9 preciso colocar as pessoas no foco. \u201cN\u00e3o h\u00e1 problema em ter imagens de colheitadeiras automatizadas no campo, mas \u00e9 preciso traduzir os dados e os fatos em cenas com pessoas. Precisamos humanizar e singularizar nossa agricultura, mostrar ao mundo os trabalhadores do agro brasileiro\u201d, disse. \u201cComo o segmento \u00e9 sustent\u00e1vel tamb\u00e9m socialmente, devemos apresentar suas escolas, creches, hospitais, a riqueza produzida no campo que impacta as pessoas. Coloquemos as pessoas, suas necessidades, preocupa\u00e7\u00f5es e inspira\u00e7\u00f5es, em primeiro lugar\u201d.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Em concord\u00e2ncia com a avalia\u00e7\u00e3o de Galv\u00e3o,&nbsp;<strong>Paulo Sousa<\/strong>, presidente da Cargill no Brasil, disse que \u00e9 preciso mostrar as pessoas e sua comunidade, que s\u00e3o as produtoras dos alimentos com seguran\u00e7a alimentar e sustentabilidade. Ele acrescentou que o papel das companhias envolvidas no fluxo global dos alimentos \u00e9, antes de qualquer coisa, fazer o elo entre esse consumidor e produtor. \u201cO consumidor \u00e9 sens\u00edvel a esse lado social. Por isso, podemos mostrar esse lado humano, o contato com a natureza, o bem-estar social, permitindo que as comunidades conhe\u00e7am o agro nacional\u201d.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para&nbsp;<strong>M\u00e1rcio Lopes de Freitas<\/strong>, presidente do Sistema OCB&nbsp;e, o consumidor \u00e9 o soberano do mercado. \u201cA humanidade quer mudan\u00e7as, quer que o comportamento do produtor rural esteja em acordo com suas demandas. Por isso, as empresas cooperativas devem sempre ter o foco no consumidor, afinal o produtor n\u00e3o \u00e9 de commodities ou de valor agregado, \u00e9 um produtor de alimentos para humanidade. A cooperativa \u00e9 uma forma de organiza\u00e7\u00e3o que se baseia na confian\u00e7a das pessoas. Assim, precisamos transferir essa confian\u00e7a para sociedade global\u201d. Al\u00e9m disso, ele comentou que as cooperativas trabalham de forma a passar ao produtor as mais modernas tecnologias sustent\u00e1veis, atendendo, desse modo, a exig\u00eancia de rastreabilidade no processo de produ\u00e7\u00e3o dos alimentos<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de<strong>&nbsp;Grazielle Parenti<\/strong>, presidente do Conselho Diretor da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Alimentos (ABIA), pelo mundo estar interligado, as concep\u00e7\u00f5es que s\u00e3o vistas no mundo j\u00e1 permeiam o Brasil, como \u00e9 o caso da sustentabilidade. Ela analisou que o pa\u00eds \u00e9 muito competitivo no agroneg\u00f3cio no exterior por sua qualidade, al\u00e9m da rigorosa legisla\u00e7\u00e3o brasileira e do sistema de compliance das ind\u00fastrias. Por fim, ela ressaltou que o agro organizado n\u00e3o tem nada a ver com a criminalidade e a ilegalidade e que o segmento est\u00e1 gerando empregos e riqueza para todo o povo brasileiro.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<h5><span><strong>Financiamento e seguro rural<\/strong><\/span><\/h5>\n<p>A pujan\u00e7a do agroneg\u00f3cio depende tamb\u00e9m de um mercado financeiro, de cr\u00e9dito e de seguro que sustente o crescimento constante apresentado pelo setor. Por isso, o Congresso Brasileiro do Agroneg\u00f3cio contou com o painel&nbsp;<em>Mercado Financeiro, Seguro e Cr\u00e9dito Rural<\/em>, que teve como debatedores&nbsp;<strong>F\u00e1bio Zenaro<\/strong>, diretor de Produtos Balc\u00e3o, Commodities e Novos Neg\u00f3cios da B3,&nbsp;<strong>Ivandr\u00e9 Montiel da Silva<\/strong>, CEO da BrasilSeg e&nbsp;<strong>Pedro Fernandes<\/strong>, diretor de Agroneg\u00f3cio do Ita\u00fa BBA.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Em depoimento,&nbsp;<strong>Roberto Campos Neto<\/strong>, Presidente do Banco Central do Brasil, comentou a import\u00e2ncia do agroneg\u00f3cio para o Brasil e como seu desempenho tem gerado grandes neg\u00f3cios, contribuindo para as exporta\u00e7\u00f5es e para o PIB nacionais. Em rela\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito rural, ele comentou sobre o trabalho que tem sido promovido pelo mercado financeiro para avan\u00e7ar nos modelos de financiamento dispon\u00edveis para o produtor rural.&nbsp; Ele citou as duas Resolu\u00e7\u00f5es (4801&nbsp;e 4802), que autorizam a prorroga\u00e7\u00e3o de financiamentos rurais em algumas linhas de cr\u00e9dito e que criaram, por exemplo, uma linha de custeio para amparo do Pronamp e Pronaf e a Lei do Agro, que&nbsp;moderniza as bases legais do cr\u00e9dito para o agroneg\u00f3cio. Ademais, ele tamb\u00e9m comentou sobre a consolida\u00e7\u00e3o, a partir do dia 1\u00ba de julho, da contrata\u00e7\u00e3o simplificada de cr\u00e9dito rural, por meio eletr\u00f4nico.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Fernandes ressaltou que o financiamento da agricultura precisa ser dividido em dois grandes blocos. Um est\u00e1 relacionado ao pequeno e m\u00e9dio produtor, que demandam a subven\u00e7\u00e3o do governo federal. Desse modo, o Plano Safra tem papel importante como indutor das pr\u00e1ticas financiamento e pr\u00e1ticas agr\u00edcolas. O outro \u00e9 a agricultura empresarial, acima do Pronamp, cujo cr\u00e9dito vir\u00e1 de um ambiente controlado para financiar a agricultura, constru\u00eddo pelo Banco Central, pelos bancos e pelo MAPA.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ele ainda comentou sobre a mudan\u00e7a relevante que est\u00e1 ocorrendo no mercado agro, que est\u00e1 saindo de um modelo de cr\u00e9dito obrigat\u00f3rio para um modelo de cr\u00e9dito livre. Ou seja, isso significa que o produtor precisa construir seu hist\u00f3rico de bancabilidade, mostrando que seu neg\u00f3cio ter\u00e1 um retorno. \u201cO mundo de ir ao banco, se enquadrar em um modelo e preencher os pap\u00e9is est\u00e1 acabando\u201d, disse. No Paraguai, por exemplo, se o produtor rural tem uma d\u00edvida de US$ 300 mil, ele precisa apresentar balan\u00e7o e um fluxo de caixa. \u201cNesse ponto, o Brasil est\u00e1 bastante atrasado\u201d.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Na quest\u00e3o do seguro, Silva ressaltou que o agroneg\u00f3cio tem um novo pilar, que \u00e9 o mitigador de risco. \u201cOs seguros rurais protegem o produtor contra intemp\u00e9ries ou protegem contra pre\u00e7o e t\u00eam sido trazidos para o centro da pol\u00edtica agr\u00edcola\u201d, disse. O Plano Safra 2020\/2021 contar\u00e1 com R$ 236,3 bilh\u00f5es em recursos, com destaque para os R$ 1,3 bilh\u00e3o do Seguro Rural. No Plano Safra anterior esse valor era de R$ 950 milh\u00f5es.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>De acordo com ele, existe uma nova percep\u00e7\u00e3o do produtor ante ao seguro rural. Nos \u00faltimos cinco meses deste ano, o seguro volunt\u00e1rio cresceu 40%. Al\u00e9m disso, a expectativa \u00e9 que neste ano o mercado brasileiro tenha cerca de 15 milh\u00f5es de hectares protegidos pelo seguro. Outro dado apresentado por Silva foi que somando os montantes deste ano e do ano passado, as seguradoras pagaram R$ 3,6 bilh\u00f5es em sinistros.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Conforme explicou Zenaro, o agroneg\u00f3cio na crise atual se destacou e isso foi refletido nos mercados de capitais. Neste ano, o CRA (Certificado de Receb\u00edveis do Agroneg\u00f3cio) teve at\u00e9 o m\u00eas de julho R$ 8 bilh\u00f5es emitidos e seu pipeline \u00e9 crescente, com a expectativa de estoque de R$ 50 bilh\u00f5es a R$ 60 bilh\u00f5es. Ele destacou ainda a moderniza\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria do CPR (C\u00e9dula de Produto Rural) que trar\u00e1 ainda mais seguran\u00e7a ao processo. \u201cO mercado de capitais para o agro \u00e9 uma ferramenta importante\u201d.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Outra quest\u00e3o trazida por Zenaro foi as discuss\u00f5es sobre os green bonds, instrumentos de d\u00edvida emitidos por empresas, governos e entidades multilaterais negociados nos mercados de capitais com a finalidade de atrair capital para projetos com finalidade socioambiental. \u201cAlguns investidores est\u00e3o afirmando que s\u00f3 investir\u00e3o em a\u00e7\u00f5es que tiverem esse selo. \u00c9 preciso estar muito atento a essa quest\u00e3o e entender os benef\u00edcios de emitir um t\u00edtulo green\u201d.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>No caso das fintechs, os tr\u00eas debatedores acreditam que elas s\u00e3o importantes e trazem uma nova din\u00e2mica ao mercado e, tamb\u00e9m, oportunidades.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para conferir a \u00edntegra do&nbsp;<strong>Congresso Brasileiro do Agroneg\u00f3cio<\/strong>, basta acessar o Canal da ABAG no&nbsp;<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=J0ZKrb5JJ20\" rel=\"noopener noreferrer\" data-auth=\"NotApplicable\">YouTube<\/a>.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O agroneg\u00f3cio brasileiro \u00e9 altamente competitivo mundialmente por diversos motivos, entre os quais, o uso&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[727],"tags":[6025],"class_list":["post-78727","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-truckbrasil","wpcat-727-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78727","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=78727"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78727\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=78727"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=78727"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/verde-amarelo.net\/verdeamarelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=78727"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}