Alerta no RS – Surto de sarampo na Bolívia mobiliza Secretarias de Saúde

 

No Rio Grande do Sul, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) executa um plano de reforço vacinal em 35 municípios considerados de alto risco, incluindo a aplicação da  “dose zero” para crianças de 6 a 11 meses. 

Porto Alegre – agosto de 2025  O Médico Responsável pela Unidade Afya Educação Médica de Porto Alegre, Diego Fraga, alerta para o risco de reintrodução do vírus no país devido à queda da cobertura vacinal e à alta transmissibilidade da doença. Um surto de sarampo na Bolívia tem gerado alerta nos países vizinhos, devido ao  aumento expressivo no número de casos confirmados. Em junho, foram registrados  60 casos, mas, até meados de agosto, esse número já havia ultrapassado 200. Além  disso, mais de 1.400 casos suspeitos estão sob investigação

 

Diante da situação, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em parceria  com o governo brasileiro, doou mais de 600 mil doses da vacina contra o sarampo  para apoiar os esforços de contenção no país. A medida foi adotada após a  declaração de emergência nacional em saúde pelo governo boliviano e o início de campanhas de vacinação em massa.

  

 

Como o país faz fronteira com quatro unidades federativas do Brasil, Secretarias de  Saúde de diversos estados e municípios brasileiros têm intensificado as ações de vacinação contra o sarampo. No Rio  Grande do Sul, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) executa um plano de reforço vacinal em 35 municípios considerados de alto risco, incluindo a aplicação da  “dose zero” para crianças de 6 a 11 meses.

 

Em São Paulo, a prefeitura anunciou intervenções em 27 terminais de ônibus e rodoviários, além de estações do Metrô e da CPTM. Já em Goiás, o governo estadual informou que fará monitoramento intensivo em 17 municípios de fronteira, sendo oito deles na divisa com o Tocantins, estado que registra o maior número de casos de sarampo no país.

  

 

O Dr Diego Fraga, que é Médico de Família e Comunidade, explica que o sarampo é uma doença perigosa e que preocupa por duas  razões. “Primeiro, por ser altamente contagiosa, tendo uma taxa de transmissibilidade extremamente elevada. Segundo, pelas possíveis complicações associadas à infecção. Entre elas, destacam-se problemas no sistema nervoso central, como a encefalite (uma inflamação cerebral), além de casos de cegueira, pneumonia e otite, que é uma infecção no ouvido. São complicações sérias, que reforçam a importância da prevenção, especialmente por meio da vacinação.”

 

O Médico da Afya Porto Alegre ressalta que a vacina contra o sarampo faz parte do Calendário  Nacional de Imunizações e que ela é normalmente administrada em duas doses: a  primeira aos 12 meses de idade, com a vacina Tríplice Viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a segunda aos 15 meses, com a vacina Tetra Viral, que amplia a proteção incluindo também a varicela (catapora).

  

 

“O esquema ideal prevê essas duas doses para garantir uma proteção completa contra o sarampo. No entanto, para adultos acima de 30 anos, uma única dose da vacina já é considerada suficiente para que a pessoa seja considerada imunizada, desde que não haja contraindicações ou condições específicas de saúde”,  complementa Fraga.

  

 

Sintomas e risco de surto para o Brasil 

Dr. Diego explica que o sarampo é uma doença infecciosa causada por um  vírus e seus sintomas iniciais costumam se assemelhar aos de uma gripe. Os  principais sinais incluem febre alta, coriza (nariz escorrendo), tosse seca e irritação nos olhos. A doença também provoca mal-estar geral, dor no corpo, cansaço intenso e grande indisposição. Após alguns dias, surgem manchas vermelhas na  pele, que geralmente começam no rosto e se espalham para o restante do corpo.

  

 

Para o médico, a  globalização e a intensa circulação de pessoas entre países, contribui para a  transmissão de doenças respiratórias, como o sarampo, e podem atravessar  fronteiras com facilidade. “Basta que uma pessoa infectada entre no país,  desenvolva os sintomas após a chegada e, sem saber, transmita o vírus a outras  pessoas. Isso torna real o risco de reintrodução do vírus no território nacional, mesmo com a certificação de eliminação. O que estamos observando, tanto nos surtos internacionais quanto nos casos recentes na Bolívia, está diretamente relacionado à queda nas taxas de vacinação”, conclui.

  

 

Sobre a Afya em Porto Alegre
Com o objetivo de aumentar a possibilidade de formação continuada de médicos de toda região Sul,  a Unidade Afya Educação Médica Porto Alegre foi inaugurada há quase 3 anos. Suas atividades acontecem em um espaço com sete salas de aula para os cursos de pós-graduação e Latu Sensu distribuídas 1,5 mil metros quadrados. E ainda abriga 18 consultórios, atendendo gratuitamente a 220 pacientes, previamente agendados, encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelas prefeituras municipais conveniadas. A unidade é dirigida por Josiane Rial Barenho.

 

Sobre a Afya 
A Afya, líder em educação e soluções para a prática médica no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

Grazieli Binkowski 51 98116 4278

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