Até 70% das infecções relacionadas à assistência à saúde podem ser evitadas com medidas simples, como a higienização adequada das mãos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar da eficácia comprovada, a adesão a esse hábito essencial ainda é um desafio, o que reforça a importância das campanhas realizadas ao longo do mês de maio, dedicado à conscientização sobre o tema. Em Uberaba, o Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU) realiza ações para conscientizar colaboradores e pacientes.
A higienização correta das mãos é considerada a ação isolada mais importante para prevenir infecções, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A prática reduz significativamente a transmissão de microrganismos e é um dos pilares da segurança do paciente nos serviços de saúde.
“A lavagem de mãos parece algo simples, mas é um ato que pode salvar vidas. A maioria das pessoas não se dá conta de que as mãos são, talvez, o maior veículo de transmissão de doenças que existe. Temos contato com muitos microrganismos ao longo do dia e, como as mãos ficam descobertas a maior parte do tempo e tocam diversas superfícies, elas acabam carregando inúmeros patógenos que podem causar danos à saúde humana”, explica o infectologista do MPHU, Frederico Zago.
No ambiente hospitalar, o cuidado é ainda mais rigoroso. A OMS estabelece cinco momentos fundamentais para a higienização das mãos, especialmente antes e após o contato com pacientes, reduzindo riscos de infecções e complicações clínicas. Além disso, infecções adquiridas durante internações podem aumentar o tempo de hospitalização e, em casos mais graves, levar a óbito.
“O simples hábito de lavar as mãos com frequência pode reduzir drasticamente o risco de transmissão dessas doenças. No hospital, esse cuidado precisa ser redobrado, pois existem germes mais resistentes e virulentos, aumentando o risco de infecções graves”, destaca.
A pandemia de Covid-19 reforçou esse cuidado básico, mostrando que atitudes individuais têm impacto direto na saúde coletiva. Especialistas destacam que a higienização frequente das mãos continua sendo uma das formas mais acessíveis e eficazes de prevenção contra diversas doenças infecciosas.
No MPHU, a higienização das mãos é tratada como prioridade diária na segurança de pacientes, profissionais e visitantes, mas o alerta vai além do ambiente hospitalar. Ações educativas, treinamentos e campanhas internas são realizadas continuamente para estimular a adesão à prática, fortalecendo a cultura de segurança e cuidado.
“A higienização das mãos é uma das medidas mais eficazes para prevenir infecções e salvar vidas. No hospital, seguimos protocolos rigorosos, mas é importante reforçar que esse cuidado precisa fazer parte da rotina de todos, dentro e fora das unidades de saúde. Pequenas atitudes no dia a dia fazem uma grande diferença na prevenção de doenças”, destaca a enfermeira e supervisora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do MPHU, Stephanie Costa.
Mais do que um protocolo hospitalar, higienizar as mãos é um ato de responsabilidade com a própria saúde e com o próximo. Em maio, e ao longo de todo o ano, a mensagem é clara: um gesto simples pode salvar vidas. “Atitudes simples, como a lavagem correta das mãos, o uso de álcool gel e de toalhinhas umedecidas, ajudam a conter doenças e evitar a proliferação de infecções”, conclui o infectologista.






