Levantamento traçará retrato da força de trabalho nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo para entender o impacto da indústria nas regiões costeiras.
O Licenciamento Ambiental Federal, conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), iniciou o Censo 2026, voltado para os trabalhadores das atividades de produção e escoamento de petróleo e gás natural offshore. O formulário, que já está disponível para preenchimento, busca construir um retrato coletivo dessa força de trabalho. A meta desta ação, por ser o primeiro levantamento com esse nível de alcance, é atingir o maior número possível de respostas para obter um panorama fiel à realidade dos profissionais demandados pelas atividades marítimas nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo.
Realizado no âmbito do Programa Macrorregional de Caracterização Socioespacial dos Trabalhadores (PMCST), o censo visa traçar o perfil socioeconômico de quem atua no setor. A iniciativa parte do princípio de que a indústria de petróleo e gás tem o potencial de transformar profundamente a configuração regional. Segundo a campanha, a caracterização e o monitoramento são fundamentais para aplicar metodologias que ajudem a entender as interações entre o setor, a força de trabalho demandada e os impactos socioambientais resultantes dessas transformações.
Estão convocados a participar todos os profissionais vinculados diretamente às operações, abrangendo trabalhadores próprios, parceiros terceirizados e autônomos. O escopo inclui tanto as equipes que atuam nas unidades de operação (plataformas) e embarcações, quanto os profissionais alocados nas bases administrativas e em projetos condicionantes de licenças ambientais. O mapeamento envolve a força de trabalho de operadoras como BRAVA, BW Energy, Equinor, Karoon, Perenco, Petrobras, PRIO, Shell, TotalEnergies e Trident Energy. Os trabalhadores devem responder ao formulário apenas uma vez em 2026.
De acordo com a coordenadora do PMCST, Eliza Barbosa, a possibilidade de receber as respostas do maior número de trabalhadores da indústria de petróleo e gás ajudarão o Ibama na qualificação da análise da mão de obra demandada pelo setor.
“A pesquisa auxiliará no entendimento de quais são os locais mais demandados para embarque, trabalho e moradia, se há municípios que se destaquem na formação dessa mão de obra, se a quantidade de estrangeiros trabalhando no setor é significativa, dentre outras questões. Isso é relevante para ultrapassar as informações que se obtém nos estudos ambientais, que informam a geração de um número específico de empregos na instalação e operação de um empreendimento, mas não há maiores informações”, pontua Barbosa.
Garantia de sigilo
Para assegurar a adesão segura dos profissionais e sob o lema “Por trás de cada número, uma história. E cada história importa”, a ação possui caráter estritamente estatístico, sendo o sigilo dos dados uma prioridade absoluta. As respostas são registradas de forma anônima, impedindo qualquer associação entre as informações fornecidas e documentos pessoais, e-mails ou números de telefone. O Censo cumpre rigorosamente os termos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD – Lei nº 13.709/2018), garantindo segurança total no tratamento e armazenamento do conteúdo registrado.
O PMCST é uma ação do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as operações de produção e escoamento das operadoras que atuam nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo. O programa é financiado pela Petrobras e executado pela Fundação Instituto de Administração (FIA).






