Rede d1000 cresce acima do mercado no 1º tri com avanço de GLP-1 e digital já acima de 20% da receita

Companhia do Grupo Profarma registra alta de 21,2% na receita e amplia rentabilidade em meio à transformação do varejo farmacêutico

A Rede d1000, unidade de varejo do Grupo Profarma, reportou crescimento de 21,2% na Receita Bruta no primeiro trimestre de 2026, mais que o dobro do crescimento do varejo farmacêutico nacional no período, impulsionada pelo avanço de medicamentos de alto valor, como os da classe GLP-1, e pela aceleração do canal digital. A Companhia alcançou R$ 695,9 milhões em receita no trimestre, enquanto o EBITDA ajustado somou R$ 17,9 milhões, alta de 29%. O lucro líquido ajustado foi de R$ 4,6 milhões, crescimento de 33,6% na comparação anual.

  

O desempenho ocorre em um contexto de mudança estrutural do setor, marcado pela maior demanda por tratamentos ligados à obesidade e diabetes e pela digitalização do consumo. “As novas terapias, como os medicamentos da classe GLP-1, estão redesenhando o varejo farmacêutico, elevando o ticket médio. Ao mesmo tempo, a digitalização tem acelerado a recorrência e ampliado a nossa capacidade de relacionamento com o cliente”, afirma Sammy Birmarcker, CEO do Grupo Profarma.

  

Digital ganha protagonismo

Um dos principais vetores de crescimento foi o avanço do omnichannel. As vendas digitais atingiram R$ 143 milhões no trimestre, alta de 264,1% na comparação anual, passando a representar 20,6% da Receita Bruta, a primeira vez acima desse patamar de 20%.

  

Segundo Birmarcker, o movimento reflete uma mudança definitiva no comportamento do consumidor. “A farmácia deixou de ser apenas um ponto físico de venda e passou a atuar como uma plataforma integrada de serviços e conveniência. O digital hoje é um importante motor de crescimento do negócio”, diz.

  

Crescimento acima do setor

Enquanto o mercado farmacêutico brasileiro cresceu 11,6% no período, a Rede d1000 avançou em ritmo superior, ampliando participação nas regiões em que atua e superando também a média das grandes redes. As vendas em mesmas lojas cresceram 16,1%, enquanto as lojas maduras avançaram 12,2%, indicando ganho de produtividade e maturação do portfólio.

  

A Companhia encerrou o trimestre com 302 lojas, após a abertura líquida de 21 unidades em 12 meses. Para 2026, o plano prevê a inauguração de 37 novas lojas e a reforma de outras 10. A estratégia de expansão vem sendo sustentada por indicadores de retorno elevados, com ROIC médio de 24% nas safras mais recentes, chegando a 38% nas unidades mais maduras.

  

Mudança no mix e impacto financeiro

O avanço dos medicamentos de marca — que cresceram 33,6% no trimestre — tem aumentado sua participação no mix de vendas e contribuído para a expansão da receita. Por outro lado, o movimento também pressiona o ciclo de caixa, que subiu para 18,7 dias, refletindo o maior peso de produtos de alto valor e vendas que requerem parcelamento maior.

  

Mesmo assim, a alavancagem segue sob controle, com dívida líquida equivalente a 0,8 vez o EBITDA dos últimos 12 meses.

  

Para a Rede d1000, o cenário atual aponta para uma reconfiguração do setor, combinando inovação terapêutica, digitalização e novos hábitos de consumo. “Estamos diante de um novo ciclo do varejo farmacêutico, em que tecnologia, dados e experiência do cliente passam a ser tão relevantes quanto localização e sortimento. Quem conseguir integrar esses elementos terá vantagem competitiva nos próximos anos”, encerra Sammy Birmarcker.

  

REDE d1000 

Formada pelas bandeiras Drogasmil, Farmalife, Drogarias Tamoio e Drogaria Rosário, a Rede d1000 atua nos estados do Rio de Janeiro, Distrito Federal e Mato Grosso. Criada em 2013, ingressou em 2020 no Novo Mercado (B3). Com aproximadamente 4.800 colaboradores e 300 lojas, atende mais de 2,5 milhões de clientes/mês.

  

Para mais informações, acesse https://ri.reded1000.com.br.