AgenteS chega ao mercado editorial com livros por descobrir e obras para reler
Editora independente reúne pesquisa, tradução e uma curadoria plural para ampliar o repertório disponível ao público brasileiro
Há livros que atravessam idiomas, países e gerações antes de encontrar seus leitores no Brasil. Outros chegam, mas ainda guardam possibilidades de leitura pouco exploradas. É nesse território que nasce a AgenteS, editora independente dedicada à literatura, à tradução e ao pensamento crítico, criada em 2026 por Silvia Cobelo, Jamilly Brandão e Solange Pinheiro.
A proposta da AgenteS é fazer circular obras ainda indisponíveis em português brasileiro, recuperar textos pouco difundidos e revisitar traduções a partir de novas perguntas sobre a linguagem. O projeto editorial combina pesquisa, curadoria plural e atenção às vozes que compõem o livro — autores, tradutores, ilustradores, pesquisadores, editores e leitores. “Todos nós somos AgenteS”: é desse princípio que nasce o nome da editora e sua identidade.
Uma curadoria que amplia repertórios
Comumente, o trabalho de “agentes” é associado aos bastidores editoriais. A AgenteS parte de uma visão mais ampla: a cadeia do livro é feita por múltiplos agentes, cada qual responsável por mover uma obra de um idioma ao outro, de um contexto ao outro, de uma época ao presente. Por isso, a editora propõe uma curadoria formada por diferentes olhares — de quem escreve, traduz, pesquisa, edita e lê.
Essa perspectiva orienta a escolha das obras e acompanha todo o processo editorial. As traduções serão realizadas por pesquisadores da área, com notas que esclarecem referências, contextos históricos, questões linguísticas e culturais, oferecendo ao público brasileiro um texto mais rico e situado.
Retraduções e novas leituras
A AgenteS também se dedica às retraduções, entendidas como oportunidades de revisitar obras e revelar características antes ausentes. Durante décadas, a norma culta guiou grande parte das traduções literárias no Brasil. Estudos recentes, porém, mostram que desvios da norma — marcas de oralidade, expressões regionais, dialetos — podem enriquecer o texto, preservando a voz do Outro e ampliando sua potência narrativa.
O trabalho da editora dialoga com áreas como estilística, sociolinguística, linguística e análise do discurso, investigando como cada escolha de linguagem carrega um mundo. Retraduzir é também reler: perceber o que outra época, outro olhar ou outra sensibilidade permite enxergar.
Quem faz a AgenteS
Idealizadora e diretora editorial, Silvia Cobelo é professora e pesquisadora de tradução e adaptação, com mestrado e doutorado em Letras pela Universidade de São Paulo. Jamilly Brandão Alvino atua como publisher. Ao lado de Solange P. P. Carvalho, elas aproximam pesquisa e prática editorial para colocar outras obras e outras leituras em circulação.
Sobre a AgenteS
Fundada em 2026, a AgenteS é uma editora independente brasileira dedicada à literatura, à tradução, ao pensamento crítico e às ideias contemporâneas. Seu projeto editorial combina curadoria plural, pesquisa e atenção à linguagem, com interesse em obras pouco difundidas no Brasil e novas possibilidades de tradução.











