Do Inti Raymi no Peru ao Día de los Muertos no México, celebrações explicam por que a cultura latino-americana tem fascinado o planeta
“Agora todos querem ser latinos”, canta Bad Bunny em uma das faixas de “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”. É verdade. Já faz alguns anos que o mundo parece ter redescoberto a América Latina. O sucesso do artista porto-riquenho é uma das razões desse movimento, mas não é a única. Existe uma atmosfera inerente aos países latinos que é muito difícil de replicar em outras nações, uma mistura complexa entre a alegria extasiante e os grandes desafios enfrentados pela espécie humana nos últimos milênios, algo que tem um quê do realismo fantástico de García Márquez, mas também da análise histórica de Eduardo Galeano. Enfim, ser latino é um estado de espírito, mas também uma condição muito própria de quem já experimentou todo tipo de colonização.
E talvez a expressão mais pura dessa condição seja a festa. A música, a cor, a dança, a culinária tradicional, as roupas exuberantes, o culto aos costumes ancestrais e outros elementos explodem em festividades que arrastam multidões pelas ruas ladeadas por casarões coloniais ou pelo meio do deserto. Esta é uma lista com seis dessas festas espalhadas por países latino-americanos que você precisa conhecer.
Peru: Inti Raymi
Todo dia 24 de junho, em Cusco, o solstício de inverno é celebrado com a recriação de um antigo ritual inca: Inti Raymi, a “Festa do Sol”. É uma homenagem ao deus Sol (Inti) que, em outros tempos, foi o mais importante evento do império Inca. Por isso, em boa parte das celebrações, os participantes entoam canções em quéchua, língua ancestral andina. Tudo começa com a saudação ao Sol em Qorikancha. Em seguida, há uma apresentação na Praça de Armas da cidade e a cerimônia principal em Saqsayhuamán, um complexo arqueológico inca ao norte de Cusco. O evento atrai milhares de pessoas em trajes típicos e é imperdível para quem quer conhecer um dos ritos históricos mais importantes do continente.
A pouco mais de 1,1 mil km de Cusco, Lima, a capital peruana, pode ser um bom ponto de chegada ao país e uma forma de aquecer os motores para todas as aventuras reservadas pela região do Vale Sagrado. Entre os pontos mais visitados da cidade estão o distrito de Miraflores, próximo à orla do Pacífico, e o bem preservado centro histórico. Para quem deseja começar a mergulhar na cultura ancestral peruana, uma dica é o hotel nhow Lima, que traz em sua decoração uma mistura de elementos das culturas ancestrais e originárias do Peru e da cultura pop contemporânea.
Chile: Fiesta de la Tirana
Em pleno deserto do Atacama, no Chile, a Fiesta de la Tirana é uma festividade religiosa em homenagem à Virgem do Carmo de La Tirana (ou Carmelita). Centenas de grupos de dança se reúnem entre os dias 10 e 20 de julho no vilarejo de La Tirana, em Pozo Almonte, na região de Tarapacá. De acordo com o Chile Travel, o evento atrai mais de 200 mil visitantes por ano. “Diabladas, chinos, chinchos e antawaras são apenas algumas das danças que enchem de cor e fervor as ruas enquanto avançam em direção ao santuário”, diz o site da instituição, que é ligada ao Serviço Nacional de Turismo (Sernatur). Trajes e máscaras especialmente feitos para a ocasião dão um tom único à celebração.
Como o vilarejo é pequeno, uma boa pedida pode ser hospedar-se em Iquique, a cerca de uma hora de carro. Com mais estrutura, Iquique é uma cidade surpreendente à beira do Oceano Pacífico e tem suas próprias atrações turísticas imperdíveis, como a Praia Cavancha e o Bairro Baquedano. A diretora do NH Iquique Pacífico, Carolina Troncoso, explica que La Tirana é anualmente um dos pontos altos da ocupação do hotel. “Todos os anos, recebemos muitos viajantes que estão por aqui em busca de submergir nessa festa tão tradicional para os povos do norte do país. São turistas em busca de uma conexão profunda com nossas raízes”, afirma.
Guatemala: Festival de Barriletes Gigantes
Assim como o feriado de Finados, no Brasil, e o Día de Los Muertos, no México, outros países também têm suas celebrações típicas no início de novembro. Um deles é a Guatemala, com seu Festival de Barriletes Gigantes todo 1º de novembro nas cidades de Sumpango e Santiago Sacatepéquez, ambas a pouco menos de uma hora de carro da Cidade da Guatemala, a capital nacional. Os barriletes de papel, similares às pipas tão famosas no Brasil, podem chegar a mais de 15 metros de diâmetro e trazem desenhos multicoloridos. De acordo com o site oficial do evento, a tradição oral mais antiga na região, “os barriletes representam a união do inframundo com o mundo de acordo com os critérios cosmológicos dos indígenas da comunidade”. Em 2026, o festival completa 48 anos.
Ao contrário do que acontece em outros países, o destino mais famoso da Guatemala não é sua capital, mas uma cidade menor ali perto, chamada Antigua. Por isso, quem vai conhecer o festival de Sumpango tem duas opções de cidade-base. Na capital, uma boa pedida é se hospedar nas zonas 9, 10, 14 e 15, que têm boa infraestrutura e segurança. Antigua, por sua vez, é pequena e concentra as melhores ofertas no centro histórico ou no bairro San Felipe.
México: Día de Muertos
É bem verdade que o Día de Muertos mexicano já está estabelecido como uma das festas culturais mais importantes do mundo, tanto que foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco. Acontece que essa festa é tão importante que não pode ficar de fora de nenhuma lista de manifestações latinas. Estende-se de 31 de outubro a 2 de novembro e é o momento mais emblemático da cultura mexicana. As ruas e casas se enchem de altares, caveiras customizadas e flores coloridas para receber as almas dos mortos que, segundo a tradição, retornam nesse dia para celebrar com os vivos. Vivenciar um Día de Muertos no México é uma experiência indispensável para qualquer pessoa, mas especialmente para quem quer saber do que é feita a alma mexicana. É quando o país todo se enfeita para homenagear os que já partiram, mas nunca foram esquecidos.
Nesse caso, a Cidade do México, em si, tem uma forte programação para a data. Na capital, o desfile oficial normalmente é realizado no sábado anterior ao dia 2 de novembro, que, este ano, será dia 31 de outubro. Em geral, ele começa na Puerta de los Leones, no Bosque de Chapultepec, e avança pelo Paseo de la Reforma em direção ao Zócalo, no centro histórico da cidade. Caveiras e carros alegóricos integram o cortejo, que atrai milhares de pessoas todos os anos. Ali pertinho do percurso, o NH Collection Mexico City Reforma fica localizado exatamente entre o ponto de partida e o final do desfile. “Essas datas são sempre as mais disputadas do ano para nós. Além do grande número de mexicanos de outras partes do país, que querem experimentar a festa na capital, também costumamos receber muitos estrangeiros à procura de uma celebração autêntica”, conta o diretor do hotel, Cristian Varela.
Uma das experiências oferecidas aos hóspedes na data é o tradicional Pan de Muerto, nos restaurantes dos hotéis Minor Hotels no México. A guloseima tem formato circular para simbolizar o ciclo da vida e da morte, enquanto suas decorações formam pequenos ossinhos e lágrimas. Na Cidade do México, sua versão mais conhecida é feita com uma massa leve e perfumada com azahar ou laranja, coberta com açúcar, representando a doçura da vida e o amor por aqueles que já se foram.

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Argentina: Fiesta Nacional de la Tradición
Desde 1939, na semana do dia 10 de novembro, a pequena cidade de San Antonio de Areco, a 113 km de Buenos Aires, na Argentina, comemora a Fiesta Nacional de la Tradición. Trata-se de uma grande celebração da cultura gaúcha, com desfiles de cavaleiros, apresentações de habilidades da montaria, bailes de folclore argentino e, como não poderia deixar de ser, muito churrasco, ou, como dizem os argentinos, asados. Segundo a Dirección de Turismo de San Antonio de Areco (similar a uma secretaria municipal de turismo), destacam-se na programação “o desfile de compatriotas locais e de diferentes pontos do país que chegam para participar dessa grande celebração, as habilidades e a música folclórica no Parque Criollo e a exposição de artesãos locais”.
A proximidade de Buenos Aires faz da capital argentina uma ótima opção de hospedagem para aproveitar os festejos sem dispensar aquela visita aos pontos turísticos mais icônicos e queridos pelos brasileiros. O melhor plano, nesse caso, é se hospedar em Buenos Aires e passar o dia nos festejos, voltando para dormir na capital. A Minor Hotels conta com nove opções na cidade, incluindo unidades das marcas NH e NH Collection. A lista completa de hotéis disponíveis em Buenos Aires pode ser consultada neste link.
Colômbia: Noche de las Velitas
Ainda pouco conhecida pelo público brasileiro, a Noche de las Velitas é uma dessas festas que enchem os olhos e o coração dos turistas, mais ou menos como acontece com o Festival das Lanternas, na Tailândia, esse, sim, bem mais famoso. Ela é realizada anualmente, na noite do dia 7 para o dia 8 de dezembro, e marca o início oficial das festividades de Natal na Colômbia. É uma festa católica, em honra à Imaculada Conceição, como não poderia deixar de ser em um país profundamente religioso – segundo o Anuário Pontifício de 2025, divulgado pelo Escritório Central de Estatística da Igreja Católica, mais de 90% dos colombianos se declaram católicos -, mas, mesmo para quem não se identifica com o catolicismo, o espetáculo visual decorrente de milhares de velas e lanternas acesas nas ruas, praças e em frente às casas é inesquecível.
Se a Europa tem seus mercados de Natal, a América Latina também entrega uma tradição tão bonita quanto, uma experiência que merece ser mais divulgada em terras brasileiras. Para a diretora do Avani Royal Zona T Bogotá, Juanita Torres, programar uma viagem para essa época é uma forma de viver na pele um momento marcante para os colombianos. “Bogotá é sempre uma cidade cativante, com inúmeras atrações para turistas de todos os tipos, mas a Noche de las Velitas a torna realmente mágica. Quem tem a oportunidade de vivê-la uma vez, quer voltar todos os anos”, pontua.
Sobre a Minor Hotels
Minor Hotels é líder global no setor hoteleiro, com mais de 640 hotéis, resorts e residências de marca em operação e em desenvolvimento em 67 países. O grupo cria experiências por meio de suas marcas hoteleiras, entre elas Anantara, Elewana Collection, The Wolseley Hotels, Tivoli, Minor Reserve Collection, NH Collection, nhow, Avani, Colbert Collection, NH, Oaks e iStay, além de um portfólio diversificado de restaurantes e bares, experiências de viagem e marcas de spa e bem-estar. Com mais de quatro décadas de atuação, a Minor Hotels fortalece suas marcas, desenvolve parcerias de longo prazo e impulsiona o crescimento dos negócios, mantendo o foco em hóspedes, colaboradores e parceiros.
A Minor Hotels é membro da Global Hotel Alliance (GHA) e reconhece seus hóspedes por meio do programa de fidelidade Minor DISCOVERY, que faz parte do GHA DISCOVERY.
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